- Lizzo discutiu em entrevista recente as leis de sampling e suas raízes raciais.
- A artista afirmou que o sampling, essencial para o hip-hop, é frequentemente rotulado como roubo.
- Ela destacou que rappers dos anos 80 e 90 usavam samples de discos de vinil, sem regulamentação na época.
- Lizzo mencionou o caso de Biz Markie, que enfrentou problemas legais por uso de sample em sua música.
- A cantora compartilhou sua experiência com um processo judicial em 2021 relacionado ao uso de uma gravação em sua música “Coconut Oil”.
Lizzo, artista renomada no cenário pop e hip-hop, abordou em uma recente entrevista a questão das leis de sampling, destacando suas raízes raciais. Durante a conversa no programa Million Dollaz Worth of Game, ela afirmou que a prática de sampling, fundamental para o hip-hop, é frequentemente vista como roubo.
A cantora ressaltou que os primeiros a utilizar samples foram rappers nos anos 80 e 90, que, sem acesso a grandes estúdios, se valeram de discos de vinil de seus pais. Lizzo lembrou que, na época, não havia leis que regulamentassem o uso de samples, permitindo uma liberdade criativa que deu origem ao hip-hop. No entanto, essa liberdade foi substituída por um sistema que, segundo ela, “policia a criatividade negra”.
Lizzo também mencionou casos emblemáticos, como o de Biz Markie, que enfrentou problemas legais devido ao uso de um sample em seu álbum “I Need a Haircut”. Ela expressou sua frustração com a forma como a cultura negra é rotulada como “ladrão” quando se trata de sampling, afirmando que “o sampling é uma arte negra que gerou o hip-hop”.
Além disso, a artista compartilhou sua própria experiência com questões de sampling, lembrando do processo judicial que enfrentou em 2021, quando foi processada por Orlandus Dunning pelo uso de uma gravação em sua música “Coconut Oil”. A discussão sobre as leis de sampling e suas implicações raciais continua a ser um tema relevante no mundo da música.
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