- Marcelo Bonfá, baterista da Legião Urbana, lança a HQ Minha Banda Preferida de Todos os Tempos, que relembra momentos da banda e já está em pré-venda.
- O material mostra o encontro inusitado entre Raul Seixas e Renato Russo em Copacabana, em 1984, promovido por Bonfá durante a produção do primeiro álbum da banda.
- A história da Legião Urbana em quadrinhos começou em 2015, quando Bonfá passou a desenhar em um iPad com apoio do ilustrador Renato Alarcão.
- O álbum de estreia Legião Urbana (1985) foi produzido por José Emílio Rondeau, que também dirigiu o clipe de Tempo Perdido; o disco saiu entre julho e novembro de 1984.
- A obra completa o contexto da banda, que completou quarenta anos em 2025, e traz imagens de bastidores, shows e a trajetória de Renato Russo, Bonfá e outros membros ao longo dos anos.
Marcelo Bonfá lança uma história em quadrinhos sobre Legião Urbana, em alusão aos 40 anos da banda. O projeto mistura memória de bastidores e imagens inéditas, com foco no que aconteceu, quem esteve envolvido e por que importa para o rock nacional.
A HQ Minha Banda Preferida de Todos os Tempos resgata momentos-chave da Legião Urbana. Entre eles, a lembrança do encontro de Bonfá com Raul Seixas em 1984, no Rio, quando o baterista apresentou a banda que iria gravar na EMI-Odeon. O momento é descrito na obra.
O livro surge da curiosidade de Bonfá, que em 2015 ganhou um iPad e passou a desenhar com o aplicativo Procreate. O projeto ganhou consultoria de Renato Alarcão e busca registrar a trajetória da banda desde o início.
Origem do primeiro disco e bastidores de produção
A gestão do primeiro disco da Legião Urbana, gravado entre julho e novembro de 1984, é apresentada com dados de produção e de bastidores. José Emílio Rondeau, então produtor, assume o desafio após desistências de outros nomes, entre eles Marcelo Sussekind e Rick Ferreira.
O LP Legião Urbana foi lançado em janeiro de 1985, com onze faixas. Rondeau destaca a qualidade do repertório, da execução e da interpretação de Renato Russo, apontando o disco como prenúncio do sucesso que viria. O videoclipe de Tempo Perdido também é citado.
Maurício Valladares assina as fotos que ilustram a capa e o encarte. As imagens foram feitas no Jardim Botânico do Rio, em setembro de 1984, em parceria com a banda. A conexão entre a Legião e o fotógrafo já era antiga, antes mesmo do contrato com a gravadora.
Momentos de palco e reavaliação histórica
Entre shows marcantes, Bonfá destaca o Jockey Club Arena, no Rio, em 7 de julho de 1990, descrito como ápice ao vivo. A apresentação reuniu 60 mil pessoas e ocorreu dias após a morte de Cazuza, em sinal de homenagem.
Outras passagens de palco aparecem no material, como o show em Brasília, no Mané Garrincha, em 18 de junho de 1988, marcado por incidente no palco e saldo de detenções. A banda chegou a registrar 11 músicas nesse show, segundo o compilado histórico.
O histórico de integrantes também é citado: Renato Rocha, o Negrete, entrou em 1984 e saiu em 1989. O baixo do grupo integrou o repertório de apenas três álbuns, até a saída do músico em 1990.
Legado e recepção crítica
O período de atividade da Legião rendeu livros, filmes e documentários. O legado inclui reedições, trilhas sonoras e a navalha crítica de biografias que abordam o espírito da banda. Bonfá cita o papel da Legião como referência do rock nacional.
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