- Daniela Mercury, de 60 anos, fala sobre empoderamento feminino e aprendizados como mãe de uma adolescente.
- Ela afirma ter sido responsável pela própria carreira e comenta a invisibilidade de compositoras na indústria musical.
- A cantora cita artistas que abriram portas, como Elis Regina, Gal Costa, Alcione, Maria Bethânia, Elba Ramalho e Rita Lee, destacando a evolução das gerações.
- Em casa, observa que a caçula Bela, de dezesseis anos, ensina lições diárias e tem facilidade para dizer não.
- A artista comenta o desafio da fase adolescente, com Bela não gostando do que ela faz, mas lembra que é comum nessa idade.
Daniela Mercury, aos 60 anos, reflete sobre sua carreira e os aprendizados como mãe de uma adolescente, destacando o empoderamento feminino. Em entrevista, a cantora baiana relembra desafios enfrentados na indústria e o papel das gerações anteriores na abertura de portas para mulheres na música.
Ela afirma ter sido a responsável pela própria trajetória artística, enfrentando preconceitos de gênero e origem nordestina. Com mais de 150 músicas gravadas, diz que continua a atuar de forma independente dos padrões impostos pela indústria, que muitas vezes não reconhece sua atuação como compositora.
A artista homenageia referências de décadas anteriores, como Elis Regina, Gal Costa, Alcione, Maria Bethânia, Elba Ramalho e Rita Lee, destacando a contribuição dessas mulheres para a quebra de tabus. Observa que as novas gerações se informam mais e ocupam espaço com mais segurança.
Empoderamento na prática familiar
No lar, Daniela aponta a atuação da caçula Bela, 16 anos, como exemplo de empoderamento feminino em atuação prática. A filha, fruto do relacionamento com Malu Verçosa, costuma dialogar e orientar a mãe sobre seu papel, segundo a artista.
A cantora comenta que aprende com Bela chegando a reconhecer que a adolescente é capaz de dizer não com naturalidade, algo que admira e que considera uma qualidade que as mulheres devem desenvolver. Nesses relatos, a valorização da autonomia aparece como fio condutor.
A loira da música brasileira também discute o desafio da adolescência na própria casa, já vivenciando com cinco filhos. Observa que a fase de identificação com gostos diferentes é comum nessa etapa, mas que há reconhecimento mútuo de que a mãe também atua para o bem dos filhos.
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