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Bebidas com cannabis chegam ao United Center; outros espaços podem seguir

United Center começará a vender bebidas com THC em shows, com possível expansão para outras arenas conforme regulamentação federal e negociações com ligas

The United Center, home of the Chicago Bulls.
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  • O United Center, casa do Bulls de Chicago e do Blackhawks, começará a vender bebidas com THC em concertos, importando bebidas de marcas de cannabis derivada do cânhamo, como Rythm e Señorita.
  • Os preços devem ficar entre $ 15 e $ 20, alinhados aos de outros “destilados premium” no complexo.
  • A disponibilidade em eventos esportivos depende de discussões com as ligas, já que a NHL atualmente não permite produtos com THC em jogos; ainda há esperança de mudança futura.
  • Autoridades e especialistas destacam a necessidade de treinamento da equipe para evitar confusão entre bebidas com THC, alcoólicas e sucos, além de alertas sobre segurança e risco de dirigir após o consumo.
  • A janela de venda pode depender de eventual proibição federal a produtos à base de cânhamo, em discussão no bill fiscal divulgado no ano anterior; estados já enfrentam conflitos entre lei federal e regulamentação local.

O United Center, casa do Chicago Bulls e do Chicago Blackhawks, vai vender bebidas com THC em eventos especiais. As bebidas são derivadas de cânhamo e, por estarem no mercado de cânhamo, são permitidas federalmente. A estreia ocorre durante o show do Boyz II Men em 4 de fevereiro.

As bebidas infundidas são da marca de cannabis de Illinois, Rhythm, e da Señorita. Os preços devem ficar entre 15 e 20 dólares, alinhados ao que é praticado para destilados premium no local. A venda não depende de dispensários estaduais, já que o produto é classificado como cânhamo.

Segundo Rich Schepp, gerente geral de bebidas da Green Thumb Industries, a ideia é expandir para outros arenas, mas envolve negociações com ligas esportivas. A NHL, por exemplo, não permite THC em jogos atualmente. Ainda assim, Schepp mostrou otimismo de que essa posição possa mudar no futuro próximo.

A notícia surge enquanto a empresa, com sede em Chicago, negocia com locais em Cook County. Schepp ressaltou que o público busca esse tipo de produto antes, durante e após eventos, e que casas de show estão interessadas em explorar essa demanda.

A segurança é ponto central nas discussões. Profissionais de saúde destacam a necessidade de esclarecer aos clientes que bebidas com THC não equivalem a álcool ou suco, e que a equipe deve ser treinada para evitar confusão. A principal preocupação é o consumo responsável e o risco de dirigir após o uso.

Especialistas veem impactos na experiência de assistir a eventos. Um médico da Harvard Medical School aponta que misturar THC e álcool pode ampliar os efeitos de impairment. Por outro lado, há quem acredite que bebidas com THC podem reduzir comportamentos agressivos em ambientes lotados, ajudando na percepção durante a programação.

O contexto legal permanece incerto. Há indícios de que um possível banimento integral do cânhamo pode avançar no orçamento discricionário, previsto para o próximo ano, o que pode interromper as vendas. Enquanto isso, surgem debates sobre como estados e ligas tratam o tema de forma diferente da esfera federal.

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