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Ano todo de chuva e incertezas: balanço do período

Frevo pode ser música perene: FrevoBook reúne partituras e histórias para tocar o ritmo fora do carnaval e dialogar com outros estilos

Orgulho pernambucano. O gênero foi reconhecido como Patrimônio Imaterial da Humanidade pela Unesco em 2012 – Imagem: iStockphoto
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  • FrevoBook reúne a história do frevo, um repertório diverso e dezenas de partituras para tocar o gênero o ano inteiro, não apenas no carnaval.
  • O livro, idealizado por Climério Oliveira, Marcos FM e Spok, propõe partituras simplificadas para vários instrumentos e contempla frevo de rua, frevo-canção e frevo de bloco.
  • A obra destaca a diversidade atual do frevo, com aproximações ao jazz, ao erudito e ao popular, além de referências a artistas como Hermeto Pascoal, Flaira Ferro, maestro Forró e outras vozes contemporâneas.
  • O Paço do Frevo, no Recife, promove atividades ao longo de todo o ano para dialogar o frevo com outros ritmos e temas universais, buscando ampliar seu alcance.
  • A ideia central é ampliar o reconhecimento do frevo como música perene, com releituras e parcerias que o conectem a cinema, televisão e cultura popular além do carnaval.

O FrevoBook, recém-lançado, reúne a história do frevo, um repertório diverso e partituras para várias formações. Os autores climério Oliveira, Marcos FM e Spok promovem o ritmo além do carnaval, tornando-o perene ao longo do ano.

A obra adapta partituras para teclado, sanfona, violão e outros instrumentos, incluindo frevo de rua, frevo-canção e frevo de bloco. Autores clássicos como Capiba e Nelson Ferreira aparecem ao lado de nomes contemporâneos, como Spok e Marcos FM.

O livro busca aproximar músicos e público da tradição, sem limitar o frevo ao período carnavalesco. A ideia é fomentar leitura, prática musical e memória histórica do ritmo, ampliando seu alcance para além das festividades.

Frevo em diálogo com outros ritmos

O frevo atual é diverso: orquestras dialogam com jazz, enquanto propostas minimalistas convivem com o erudito e o popular. Artistas como Henrique Albino incorporam referências externas; Flaira Ferro explora o rock feminista.

Maestro Forró atua como figura performática de humor no palco, contrastando com a imagem tradicional do maestro. Outras leituras incluem frevo pop dos anos 1990, com Nena Queiroga e Beto Leal, ampliando o repertório.

Paço do Frevo e promoção ao longo do ano

O Paço do Frevo, no Recife, promove atividades durante todo o ano, conectando o frevo a outros ritmos e experimentações. O objetivo é criar um laboratório cultural que favoreça intercâmbios e novas leituras do gênero.

Especialistas ressaltam a importância de temas universais e de espaços fora do carnaval para ampliar o alcance. A ideia é tornar o frevo relevante para cinema, televisão e mídia em geral, sem perder a identidade local.

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