U2 lançou pela primeira vez desde 2017 um conjunto de novas músicas, intitulado Days of Ash. O EP, com seis faixas, é politicamente carregado e aborda mortes de alto perfil, além de temas de protesto e direitos humanos, antes de um próximo álbum que deve chegar ainda em 2026.
A abertura homenageia Renee Good, mãe de três filhos morta em 7 de janeiro durante protestos contra ações do ICE em Minneapolis. A faixa American Obituary critica a etiqueta de “terrorista doméstica” atribuída pela autoridade Kristi Noem e defende uma investigação independente sobre a morte.
O EP também traz Song of the Future, dedicando-se ao movimento Women, Life, Freedom no Irã, citando Sarina Esmailzadeh, jovem de 16 anos que morreu em 2022 durante protests. A canção critica a elite governante iraniana e seus métodos de repressão.
Temas do EP
One Life at a Time trata da morte de Awdah Hathaleen, ativista palestino no West Bank em 2025, assassinato por um colonizador israelense. Tears of Things faz referência a um diálogo entre Michelangelo e seu David, inspirado em uma obra de Richard Rohr.
O EP também apresenta uma recitação do poema Wildpeace, de Yehuda Amichai, lido pelo músico nigeriano Adeola com a trilha musical dos U2. Bono ressalta a importância da ética judaica e critica o antissemitismo, além de mencionar as consequências do conflito no Sudão.
Yours Eternally encerra o conjunto, com participação de Ed Sheeran e Taras Topolia, músico ucraniano que se tornou soldado. A faixa é apresentada como uma carta de um combatente na guerra contra a Rússia, inspirada pela experiência de Topolia.
Próximos passos e contexto
Ed Sheeran participa do último tema, após ter intermediado encontro entre Bono, Edge e Topolia em Kyiv, em 2022. O lançamento acompanha um documentário dirigido por Ilya Mikhaylus, ligado à situação da guerra na Ucrânia, com estreia prevista para 24 de fevereiro.
Os integrantes do grupo indicaram que o EP Days of Ash difere do material que virá no novo álbum, ainda sem data definida. Segundo Bono, as faixas refletem um tom de desafio e lamento, em meio a críticas a abusos de poder e violência.
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