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Primeira apresentação de Turandot de Puccini ocorre em 1926, arquivo

Turandot, última ópera de Puccini, estreia no Scala, Milão, com conclusão de Franco Alfano e regência de Toscanini, marco histórico da temporada

Portrait of Giacomo Puccini, digitally edited according to a photograph, with a 1926 Turandot promotional poster by Leopoldo Metlicovitz.
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  • Turandot, a ópera póstuma de Puccini, ficou quase pronta ao falecer; o final foi concluído por Franco Alfano com base no material deixado pelo compositor.
  • A estreia ocorreu na Scala de Milão em 26 de abril de 1926, com Toscanini regendo, em meio a lotação e entusiasmo do público italiano.
  • No elenco, a soprano Raisa viveu Turandot e Maria Zamboni interpretou Liu; o tenor Fleta cantou o príncipe; cenário de Chini; o libretto é de Simoni e Adami.
  • A obra é apontada como um dos maiores sucessos de Puccini, com a torcida para que, em apresentações futuras, o desfecho seja executado conforme Alfano compôs.
  • A primeira noite oficial de Turandot na Scala ocorreu em 1 de maio de 1926, marcada por casa cheia, aplausos repetidos e visível curiosidade em torno da obra póstuma.

A primeira apresentação de Turandot, de Puccini, ocorreu no Teatro alla Scala, em Milão, em 26 de abril de 1926. A ópera foi executada sob a batuta do maestro Toscanini. Puccini morreu antes de concluir a obra, que ganhou finalizado por Franco Alfano.

A produção era aguardada com grande interesse na Itália, mesmo após a morte do compositor. Puccini havia enviado boa parte do material ao editor, restando apenas o final. Alfano assumiu a tarefa de concluir a partitura, seguindo as indicações anteriores.

No dia da estreia, a Scala esteve lotada, com a elite da sociedade italiana presente. O começo da peça mostrou os temas característicos de Puccini, hintando uma harmonia suave e ao mesmo tempo poderosa. O público respondeu com calor e aplausos contínuos ao longo da noite.

A cenografia ficou a cargo de Chini, reconhecido por trabalhos para a corte de Siam. A soprano Raisa interpretou Turandot, enquanto Maria Zamboni ficou com Liu; o papel do príncipe foi assinalado pelo tenor Fleta. O libreto, de Simoni e Adami, foi apontado como decisivo para o sucesso da noite.

Entre as interrupções de aplausos, houve pedidos frequentes de bis, concedidos diversas vezes ao longo de cada ato. Ao encerrar a ópera, a plateia aplaudiu repetidamente, celebrando a obra como uma das maiores vitórias de Puccini.

A diretiva para futuras apresentações aponta que a conclusão definitiva da ópera deve ser encenada com o final composto por Alfano, conforme outros relatos da temporada. A produção é descrita como uma das maiores realizações da carreira do composer.

Em 1º de maio de 1926, a imprensa britânica destacou a estreia italiana como um marco da trajetória de Puccini e ressaltou o trio de temas lírico-sentimental, música de alto alcance dramático e o exotismo da história de Turandot. A crítica reconheceu o impacto emocional da obra.

Fonte das informações: relatórios de correspondentes na época sobre a primeira apresentação e a repercussão na imprensa internacional.

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