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Origem de Pinóquio, o personagem ligado à mentira

Origem de Pinóquio: de Collodi à Disney, o conto original mantém tom sombrio e evidencia lições sobre verdade e a passagem à vida adulta

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  • Pinóquio tem origem no clássico italiano de Carlo Collodi, criado em 1881 e publicado em capítulos que depois viraram o livro As Aventuras de Pinóquio (1883); as histórias foram originalmente veiculadas no jornal Il Giornale per i Bambini.
  • A versão que ficou famosa mundialmente é a adaptação da Disney, de 1940, em que a marionete ganha vida e o nariz cresce toda vez que ele mente; Geppetto é o entalhador que o criou.
  • No texto original, o tom é mais sombrio e expõe as condições de vida na Itália após a unificação, com Pinóquio mostrando aspectos humanos complexos, não apenas sentimentalidade infantil.
  • Embora Pinóquio conte mentiras, esse não é o eixo central da trama na obra original; estudiosos destacam a humanidade do personagem e a visão crítica da sociedade.
  • Ao longo dos anos, diversas adaptações chegaram às telas: em 2019 o ator Roberto Benigni estrelou uma versão italiana; em 2022 foram lançadas, respectivamente, a cinebiografia de Robert Zemeckis (live-action) e a animação de Guillermo del Toro (Netflix), ambas trazendo leituras mais fiéis ao texto de Collodi.

Pinóquio é um personagem criado para explorar o tema da verdade na literatura do século XIX. A figura ganhou força ao representar, de modo lúdico, as consequências de mentir. A origem vem de um conto de Collodi, ainda no século 19.

O nome real do autor italiano é Carlo Collodi, pseudônimo de Carlo Lorenzini. Em 1881, ele publicou os primeiros capítulos de Histórias de uma Marionete, que depois viraram As Aventuras de Pinóquio, em 1883.

As tiras originais de Pinóquio eram veiculadas no jornal Il Giornale per i Bambini, voltado ao público infantil. A narrativa inicial trazia uma visão mais sombria da vida social italiana da época.

Ao contrário da versão da Disney, a marionete de Collodi não é apenas ingênua. O tom é mais sombrio, refletindo as dificuldades da Itália pós reunificação e as pressões de tornar-se adulto.

Segundo a Fundação Nacional Carlo Collodi, há um aspecto crítico no conto original. Em entrevista à BBC, Roberto Vezzani destacou a humanidade complexa de Pinóquio e o retrato social presente na obra.

Em 2022, a Disney lançou uma adaptação cinematográfica mais fiel ao texto de Collodi, com Tom Hanks interpretando Geppetto. A produção também contou com a participação da própria Disney.

No mesmo ano, Guillermo del Toro dirigiu uma animação da história para a Netflix, mantendo a linha de fidelidade ao clássico original. Ambas as produções ampliam a leitura crítica da obra.

Antes disso, em 2019, Roberto Benigni protagonizou uma versão italiana que revisitava a figura de Pinóquio. A produção destacava o peso das escolhas do personagem ao longo da narrativa.

No livro original, Pinóquio pode enfrentar consequências severas por ações que se desviam da honestidade, como ser enforcado por roubar moedas de ouro de figuras enganosas. A lição moral é diferente da Disney.

A imagem do nariz que cresce quando Pinóquio mente tornou-se um símbolo cultural. A associação entre mentira e o tamanho da mentira ganhou repercussão mundial ao longo das décadas.

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