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Bastidores do acordo entre Lennon e McCartney que os afastou dos Beatles

Biografia revela pacto Lennon-McCartney, que consolidou parceria e renda dupla, influenciando a dinâmica interna dos Beatles e a ruptura da banda

John Lennon e Paul McCartney em coletiva de imprensa, maio de 1968
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  • Nova biografia da HarperCollins Brasil revela que John Lennon e Paul McCartney formaram uma parceria desde a adolescência, com uma colaboração criativa intensa que influenciou os Beatles.
  • Os dois decidiram assinar todas as composições como Lennon‑McCartney, independentemente da participação de cada um, mantendo o ego de lado.
  • Em 1963, durante os preparativos de Please Please Me, o acordo ganhou lucro adicional ao ser negociado para um EP assinado pelos dois, com Brian Epstein atuando como agente para ambos.
  • A medida deixou o grupo com duas fontes de renda (os ganhos da dupla e os dos Beatles) e acabou gerando uma cisão interna, já que Harrison ficou de fora da parceria.
  • George Harrison disse, em 1974, que John e Paul assumiram “a cabeça de que eles dois são os caras”, enquanto o restante do quarteto ficava menos envolvido; naquela época, os Beatles já se aproximavam do encerramento.

Recém-lançada pela HarperCollins Brasil, a biografia John & Paul: Histórias de Amor em Canções traz detalhes sobre a amizade entre John Lennon e Paul McCartney, desde a adolescência, e aponta fatores que contribuíram para rupturas internas no The Beatles. O livro é assinado pelo biógrafo Ian Leslie.

A obra revela que a dupla percebeu, ainda jovem, a capacidade de compor juntos, superando a barreira de reconhecimento dos britânicos frente aos grandes nomes norte-americanos da época. A parceria criativa era marcada por a ideia de transformar rascunhos em música, com cada um contribuindo de forma complementar.

A partir do pacto de assinar todas as composições como Lennon-McCartney, independentemente da participação de cada um, surgiu uma fonte de renda dupla para os músicos, além dos ganhos da banda. Segundo o livro, esse acordo gerou uma cisão interna, já que George Harrison também compunha para o grupo, mas ficou fora da parceria exclusivamente entre Lennon e McCartney.

O desdobramento na gestão e nas canções

Durante os preparativos do primeiro disco, Please Please Me (1963), o pacto ganhou nova dimensão comercial. Brian Epstein, então empresário dos Beatles, assumiu a função de agente específico para Lennon e McCartney, com contrato à parte para supervisionar a dupla.

Com a assinatura de canções sob Lennon-McCartney, as finanças passaram a ser distribuídas entre os dois, mantendo o restante da banda fora dessa divisão. Harrison chegou a ser citado como possível participante da parceria, mas a decisão foi mantida entre Lennon e McCartney, conforme relatos da época.

O tema também envolve o momento de distanciamento do grupo, já que, naquele mesmo ano, os Beatles anunciaram planos para encerrar atividades, com os integrantes mantendo trajetórias separadas. Harrison comentou publicamente sobre a postura adotada pelos dois desde o início da parceria. O livro, porém, aponta como ponto central a dinâmica criativa entre Lennon e McCartney e os impactos dessa relação na história da banda. Fonte acrescenta que as informações se baseiam em documentos e entrevistas da época.

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