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Mário Sève e Guilherme Wisnik exploram canção paulista em novo disco

Canção final de Capa Rosa abre o anseio entre pai e filho, mesclando ternura e melancolia na interpretação de Mário Sève e Guilherme Wisnik

Mário Sève, à dir., e Guilherme Wisnik em foto de divulgação do álbum 'Capa Rosa'
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  • O álbum Capa Rosa, de Mário Sève e Guilherme Wisnik, traz oito canções e tem lançamento previsto para 8 de maio.
  • A faixa final Sopros da Escuridão fala sobre o amor entre pai e filho, com a voz de Wisnik filho e a voz do pai, José Miguel Wisnik, em segundo plano no grave e agudo ao longe.
  • O disco se desenha dentro da tradição da canção popular urbana paulista, com participações de Celso Sim, Jussara Silveira, Mônica Salmaso e Lu Alves.
  • Fabio Torres atua ao piano em três faixas; o álbum também conta com Cristóvão Bastos, Benjamin Taubkin e Zé Miguel Wisnik.
  • Destaques citados incluem as faixas Quando Você me Inventou, Torres de Marfim e Fio da Voz, com diferentes colaborações vocais e instrumentais que moldam o tom do trabalho.

Sopros da Escuridão, faixa final do álbum Capa Rosa, reúne Mário Sève e Guilherme Wisnik em uma exploração sonora sobre o amor entre pai e filho. A canção, cantada por Wisnik e letrada por Sève, aproxima a delicadeza da infância da gravidade do conceito familiar, com o piano no registro grave e a voz do pai surgindo ao longe no registro agudo. A obra integra um disco que chega ao público em maio.

Capa Rosa é assinado pela dupla Sève e Wisnik e conta com participações marcantes. Celso Sim domina a voz principal, com presenças de Jussara Silveira, Mônica Salmaso e Lu Alves. O conjunto reúne também instrumentistas de peso, que enriquecem o diálogo entre jazz, samba e chanson brasileira. O projeto integra oito faixas, explorando a canção popular urbana paulista em chave contemporânea.

A faixa-título Capa Rosa, assim como outras faixas, traz uma costura de timbres que privilegia o piano e o arranjo coral, mantendo a assinatura de Sève na direção musical. A parceria entre o compositor carioca e o arquiteto e ensaísta paulista se manifesta em uma linguagem que transita entre a poesia da letra e a construção musical, sem derivar para lugares óbvios.

O disco mostra a presença constante de Fabio Torres no piano, cuja leitura melódica é a base para várias faixas. Em Damasco e No Japão, a homogeneidade dos arranjos evidencia o senso de projeto, ainda que haja momentos de ajuste na fraseologia para subverter a prosódia. A produção privilegia cadência cuidadosamente medida para cada faixa.

Entre os destaques estão Sem Preparo, que dialoga com a tradição de Chico Buarque e Dominguinhos, e Torres de Marfim, com texturas que remetem a Paulinho da Viola e solos de violão. Esses trechos reforçam a ideia de arquitetura musical que guia o álbum, onde a imagem de varandas e estruturas urbanas coexiste com a emoção da canção.

Fio da Voz encerra o conjunto com uma colaboração entre Celso Sim e Cecilia Stanzione, cantada em português e espanhol, em uma interpretação que conjuga dramaticidade e precisão vocal. O arranjo privilegia a clareza da linha vocal e a cadência do piano, mantendo o equilíbrio entre emoção e rigidez formal.

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