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Cérebro de Shakira revela qual idioma usa mais entre seus 6 falados

Especialistas descrevem o malabarismo neural de Shakira entre seis idiomas e apontam ganhos de memória, atenção e reserva cognitiva

Shakira em performance no Grammy, a premiação mais importante da música, em Los Angeles, em 2025 — Foto: Kevin Winter/Getty Images for The Recording Academy
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  • Shakira domina seis idiomas — espanhol, inglês, italiano, francês, catalão e árabe — com domínio variando entre fluência e expressões isoladas.
  • O cérebro usa o que especialistas chamam de “code-switching” (troca de idiomas) via controle executivo, ativando o idioma pretendido e suprimindo os demais.
  • As áreas envolvidas incluem Área de Broca e Wernicke, Córtex Pré-Frontal Dorsolateral, Córtex Cingulado Anterior e Núcleos da Base, atuando como um painel de controle neural.
  • A prática constante de várias línguas aumenta a neuroplasticidade, com mais densidade de matéria cinzenta e melhor conectividade entre regiões cerebrais, além de benefícios como flexibilidade cognitiva, atenção seletiva, memória de trabalho e filtro de ruído.
  • A exposição contínua a idiomas, aliada à música, pode acelerar o aprendizado e, com o tempo, atuar como reserva cognitiva, potencialmente atrasando sintomas de doenças neurodegenerativas em alguns anos.

Shakira domina seis idiomas, o que revela impactos no funcionamento do cérebro. Espanhol, inglês, italiano, francês, catalão e árabe compõem seu repertório, conforme apurado pelo g1. A cantora é citada como exemplo de alta fluência em múltiplos idiomas.

Especialistas descrevem o chamado malabarismo mental necessário para alternar entre línguas. O processo envolve manter ativas várias estruturas linguísticas ao mesmo tempo e usar mecanismos de inibição para evitar interferência entre idiomas.

A ideia é que o cérebro não trabalha com gavetas isoladas para cada idioma, mas sim com um painel de controle que gerencia a seleção linguística em tempo real. Esse sistema evita misturas caóticas entre palavras e regras.

Mecanismo de ação

O código-switching, ou alternância linguística, funciona como um semáforo neural. O cérebro ativa a língua desejada e desativa as demais, monitorando possíveis erros de seleção. Esse controle é contínuo durante a fala.

O processo envolve o eixo executivo, responsável pela decisão de qual idioma usar no momento. A atividade neural se intensifica durante entrevistas ou apresentações em línguas diferentes.

Regiões envolvidas

As áreas de Broca e Wernicke articulam a produção e a compreensão, codificando palavras e gramática. O córtex pré-frontal dorsolateral coordena a memória de trabalho e a mudança entre idiomas.

O córtex cingulado anterior detecta conflitos entre línguas, enquanto os núcleos da base atuam na transição de um idioma para outro, funcionando como um botão biológico.

Benefícios cognitivos

A prática frequente de vários idiomas favorece a neuroplasticidade, com aumento da densidade de substância cinzenta e maior integridade da substância branca. Isso facilita a comunicação entre regiões cerebrais.

Entre os ganhos estão maior flexibilidade cognitiva, atenção seletiva, memória de trabalho e melhoria na filtragem de ruídos em ambientes barulhentos.

Fluência e exposição

Especialistas destacam que a exposição constante aos idiomas é fundamental. A música e a prática repetida ajudam a afinar a percepção de sons e a produção vocal, segundo pesquisadores da Unicamp e da PUC-SP.

O aprendizado precoce também facilita a naturalização de nomes e objetos em diferentes línguas, enquanto adultos podem alcançar proficiência, demandando mais esforço cognitivo.

Perspectiva de longo prazo

O manejo de várias línguas atua como reserva cognitiva, potencialmente retardando o aparecimento de doenças neurodegenerativas. O benefício é mais evidente com prática contínua ao longo da vida.

Para manter esses efeitos, aconselha-se manter contato frequente com os idiomas, por meio de leitura, fala e exposição a situações reais de uso.

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