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Dançando no Vulcão: retrato colorido da música alemã pré-guerra

Revisão de Dancing on a Volcano registra a Alemanha musical entre 1920 e 1933, com jazz, neo‑romantismo e sátira, a exemplo do que o nazismo não tolerava

Dancing on a Volcano: Ensemble Modern
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  • Gravação ao vivo de Ensemble Modern e HK Gruber apresenta um recorte da música alemã entre 1920 e 1933, mostrando Hindemith, Gruber, Korngold, Schoenberg e Weill.
  • Hindemith: Kammermusik No 1, estreada em 1922, foi descrita por crítica como “imoral e frívola”; Gruber interpreta com energia neoclássica e clima de jazz.
  • Korngold representa o neo-romantismo vienense; Gruber equilibra esse perfil com humor ácido e leitura viva.
  • Schoenberg: Accompaniment to a Cinematographic Scene, estreada em 1930; versão de Johannes Schöllhorn (1993) explora cores dissonantes em uma leitura enxuta.
  • Destaque fica para o arranjo de The Seven Deadly Sins, autorizado pela Kurt Weill Foundation; Wallis Giunta entrega voz de diva operística e Amarcord trabalha o tom irônico.

Ensaio musical reaviva a Alemanha de 1920 a 1933 em registro ao vivo realizado por Ensemble Modern e HK Gruber. A crítica destaca a tensão entre jazz, neoclassicismo e romantismo que marcaram a era pré-guerra, e o choque com as doutrinas nazistas da época.

O álbum Dancing on a Volcano reúne obras de Hindemith, Gruber, Korngold e Schoenberg, mostrando a diversidade criativa do período. Hindemith aparece em Kammermusik No 1, cuja recepção crítica na época dizia revelar “frivolidade” própria de certos compositores.

Korngold surge como contraponto ao universo de Hindemith, trazendo uma leitura marcada pela neorromantismo vienense. Gruber mistura a energia da juventude musical com uma dose afiada de humor satírico na apreciação dessas etapas.

Schoenberg aparece com a Partitura para uma Cena Cinematográfica, de 1930, em versão de câmara de Johannes Schöllhorn de 1993, que utiliza cores dissonantes para evidenciar angústia existencial. A leitura enfatiza a gravidade do material original.

Ajoelhando-se ao destaque, a dupla Gruber e Muthspiel assina uma adaptação autorizada pela Kurt Weill Foundation de The Seven Deadly Sins. Wallis Giunta assume o papel de diva operística, com ataque firme e presença marcante, enquanto Amarcord compõe um quarteto masculino que sustenta o tom ácido da obra.

A produção é apresentada como uma cápsula histórica de precisão musical: o conjunto dialoga com o passado, preservando a energia jazzística, a rigidez neoclássica e a sensibilidade romântica que incomodavam o regime nazista. A leitura busca equilíbrio entre fidelidade histórica e interpretação contemporânea.

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