- A escola de samba Unidos de Vila Isabel vai levar o romance Torto Arado, de Itamar Vieira Junior, como enredo para o Carnaval de 2027; a obra tem duzentas sessenta e quatro páginas na edição da Todavia.
- O desfile, assinado pelos carnavalescos Gabriel Haddad e Leonardo Bora, em parceria com o pesquisador Vinicius Natal, vai abordar resistência quilombola, luta pela terra e a religião de matriz africana Jarê.
- Em evento na quadra da escola, o contraventor e patrono Capitão Guimarães disse ter lido o livro completo e comentou trechos ligados à Chapada Diamantina.
- Ele descreveu a obra como interessante e bonita, mencionando referências ao ciclo do diamante, à agricultura, ao trabalho em fazendas, aos curandeiros e aos quilombolas.
- Torto Arado acompanha a vida de duas irmãs, Bibiana e Belonísia, numa comunidade quilombola na Chapada Diamantina, lidando com racismo, violência de gênero e luta pela terra.
O enredo da Unidos de Vila Isabel para o Carnaval de 2027 será inspirado pelo romance Torto Arado, de Itamar Vieira Junior, vencedor do Prêmio Jabuti em 2020. A obra, com 264 páginas, narra a vida em uma comunidade quilombola na Chapada Diamantina, na Bahia.
O desfile será assinado pelos carnavalescos Gabriel Haddad e Leonardo Bora, com a participação do pesquisador Vinicius Natal. O tema abordará resistência quilombola, luta pela terra e a religião de matriz africana Jarê, conforme anunciado pela escola na quadra.
Inspiração literária e contexto
A escolha de Torto Arado visa traduzir para a avenida aspectos históricos da região, como o ciclo do diamante, o trabalho forçado e a presença de curandeiros e feiticeiros. O foco central é a trajetória de pessoas quilombolas rumo à resistência e à afirmação identitária.
O anúncio ocorreu durante evento na quadra da Vila Isabel. O contraventor e patrono Capitão Guimarães participou da apresentação, comentando ter lido o livro na íntegra e destacando trechos que remetem à Chapada Diamantina e aos ciclos históricos da região.
Sobre a obra e seus personagens
Torto Arado acompanha Bibiana e Belonísia, irmãs que vivem numa comunidade quilombola na Chapada Diamantina. Um acidente de infância marca a narrativa, que aborda racismo, violência de gênero e a luta pela terra, temas centrais na leitura da população local.
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