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Diário final de Rita Lee vira Balada da Louca com Lilia Cabral

Balada da Louca, monólogo com Lilia Cabral, transforma a segunda autobiografia de Rita Lee em peça que aborda câncer, finitude e legado

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  • Guilherme Samora transformou o livro Rita Lee: Outra Autobiografia no monólogo Balada da Louca, que estreia no Teatro Faap em 22 de maio.
  • A protagonista será a atriz Lilia Cabral, que encena os últimos dois anos de vida de Rita Lee, incluindo o diagnóstico de câncer em 2021 e o tratamento.
  • O texto, fruto da leitura do livro, mistura leveza e revolta e inclui canções e trechos usados na encenação, como Balada do Louco e Coisas da Vida, além de áudio da voz de Rita.
  • Roberto de Carvalho retornou ao piano para gravar introduções que marcam momentos do monólogo, como a abertura com batida roqueira em Nem Luxo, Nem Lixo.
  • A encenação, dirigida por Beatriz Barros, tem cenário em três níveis para representar lugares da vida da cantora e enfatiza intimidade, reflexão sobre morte, envelhecimento e espiritualidade.

A peça Balada da Louca transforma a segunda autobiografia de Rita Lee em monólogo teatral. O texto que acompanha Rita nos seus dois últimos anos de vida, entre o diagnóstico de câncer de pulmão em 2021 e o tratamento durante a pandemia, chega aos palcos com apoio de Guilherme Samora, amigo próximo da cantora.

Samora obteve autorização de Roberto de Carvalho, marido de Rita, para adaptar o livro Rita Lee: Outra Autobiografia para o teatro. A estreia está marcada para o Teatro Faap no dia 22 de maio, com a participação especial da atriz Lilia Cabral, escolhida pelo jornalista para protagonizar o monólogo.

Balada da Louca no palco

Lilia Cabral comenta que a obra ganha vida pela combinação de leveza e revolta presentes nas palavras de Rita. O foco está nos últimos dois anos da cantora, desde a descoberta do câncer até a finitude, sempre com uma leitura pouco condescendente da doença e da vida.

Na encenação, Cabral canta em dois momentos-chave. A abertura utiliza Nem Luxo, Nem Lixo para abrir, seguido de Coisas da Vida em uma cena de início de tratamento. A voz de Rita, extraída de um acústico, aparece em trechos pontuais.

O cenário é descrito como intimista, com três níveis que remetam aos lugares onde Rita viveu. Beatriz Barros, diretora, afirma que o espaço facilita uma reflexão sobre morte, envelhecimento e espiritualidade, sem perder o foco na biografia da artista.

Roberto de Carvalho retorna ao piano para inserir introduções que marcam momentos do monólogo, como a abertura. A concepção busca retratar Rita com fidelidade, preservando sua personalidade e suas fases, sem apPressa na conclusão.

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