- Paul McCartney, 84, afirmou acreditar que lembra do próprio nascimento, embora considere as lembranças “altamente duvidosas”.
- A declaração foi feita após questionamento sobre os sons mais antigos que consegue recordar, em entrevista ao The Guardian.
- O ex-Beatle mencionou imagens e barulhos que associaria ao momento em que veio ao mundo, em Liverpool, em 18 de junho de 1942.
- McCartney reconheceu que a memória pode ser uma construção imaginária, mas a sensação o acompanha há décadas.
- O psicólogo Martin Conway, da City University of London, disse que esse tipo de lembrança pode ser considerada memória fictícia, embora não se possa descartar exceções.
Paul McCartney, 84, afirmou acreditar que guarda lembranças do próprio nascimento, ainda que caracterize as memórias como altamente duvidosas. A declaração ocorreu após o artista ser questionado sobre os sons mais antigos de que se recorda.
Segundo ele, há imagens e barulhos que associaria ao momento em que veio ao mundo em 18 de junho de 1942, em Liverpool, Inglaterra. Em entrevista ao jornal The Guardian, McCartney disse sentir uma lembrança vaga, possivelmente uma construção da memória.
Provavelmente é uma lembrança imaginada, admitiu o ex-Beatle, ao tratar do tema de forma bem-humorada. Também comentou ter nascido com fórceps, o que o fez brincar sobre o que teria acontecido durante o parto.
Memórias e interpretação
Um psicólogo da City University of London aponta que esse tipo de recordação pode ser classificado como memória fictícia. Segundo Martin Conway, fragmentos da infância podem surgir a partir de relatos da mãe, que alimentam a lembrança.
Conway explica que a lembrança pode não ser confiável na maioria dos casos, mas não descarta exceções. A probabilidade de falsidade, no entanto, é considerada alta pela comunidade científica, considerando o funcionamento da memória.
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