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Steven Shearer transforma angústia adolescente e death metal em arte

Exposição em Londres revisita a angústia suburbana de Shearer, unindo juventude, humor sombrio e referências de metal extremo

‘It’s a suburban experience, for sure’ … Tokerman by Steven Shearer.
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  • O artista canadense Steven Shearer, conhecido por obras de adolescentes longilíneos e collagens, estreia sua primeira exposição no Reino Unido desde 2007, na David Zwirner Gallery, em Londres.
  • Suas imagens de figuras jovens e o que fala heavy metal, combinado ao tema do suburbano, geraram controvérsia e consolidaram seu uso de cores saturadas e referências artísticas.
  • Shearer também trabalha com um vasto arquivo de imagens da internet, que alimenta séries como Sleepers e, entre 2011 e a Bienal de Veneza, poesias em tamanho de outdoor inspiradas em letras de metal extremo.
  • Nascido em Vancouver e criado em Port Coquitlam, ele cresceu próximo a um assassino em série, o que ele descreve como revelando forças sombrias no ambiente suburbano.
  • O objetivo do pintor é criar retratos universais que conectem experiências individuais aos tropeços e buscas da juventude, ao mesmo tempo em que exploram a memória, a arte histórica e a ansiedade da modernidade.

Steven Shearer lança em Londres uma mostra que reúne pinturas, colagens e poemas inspirados pela cultura heavy metal e pela solidão suburbana. A exposição no David Zwirner Gallery é a primeira edição britânica desde 2007.

Nascido em Vancouver, o artista canadense cresceu em Port Coquitlam, uma área suburbana. Em entrevista, ele relembra ter vivido perto do assassino em série Robert Pickton, uma experiência que, segundo ele, contribuiu para explorar temas sombrios em sua obra.

A prática de Shearer envolve imagens retiradas da internet, criadas ao longo de quatro décadas. Seu repertório inclui retratos de adolescentes com longos cabelos, referências à história da arte e uma paleta de cores intensas.

Seu acervo também se utiliza de grandes colagens, fotos de arquivo e uma produção literária associada a letras de metal extremo, muitas vezes apresentadas em formato de outdoors. Essas peças geraram controvérsia entre o público.

Na nova fase da mostra, os personagens aparecem mais frágeis, com cabelos cinzentos e marcas de envelhecimento. O artista afirma que a evolução reflete a passagem do tempo e a transição da juventude para a idade adulta.

Entre as vertentes de trabalho, Shearer mantém um vasto arquivo de imagens, que alimenta séries como Sleepers — pessoas dormindo em cenários urbanos ampliados para proporções monumentais. As obras já foram exibidas em grandes palcos.

Em paralelo, a produção poética de Shearer, com referências explícitas ao mineirismo extremo, foi apresentada em nacional e internacionalmente, inclusive no âmbito da Bienal de Veneza em 2011. A crítica descreve o conjunto como uma “arqueologia cultural dupla”.

Para o artista, a pintura continua no centro de sua prática. Ele busca que cada figura transmita uma localização reconhecível pela audiência, ao mesmo tempo em que divulga um fio histórico de vidas, expressões e momentos do passado.

A relação entre a vida interior do artista e a experiência do público é um eixo constante em sua obra. A obra de Steven Shearer, segundo críticos, funciona como retratos da alienação, da angústia e do tédio da juventude, conectando o público contemporâneo a legados artísticos.

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