- A Feira do Livro abriu no Pacaembu, em São Paulo, no sábado, 30 de maio, com leitura de abertura de Luiz Antonio Simas e Alberto Mussa, mediada pela jornalista Fernanda Mena.
- O evento acontece na praça Charles Miller e integra o calendário oficial da cidade desde o ano passado.
- Antes dos escritores, um quinteto de metais do Instituto Baccarelli abriu a programação com músicas clássicas e populares.
- A conversa entre Simas e Mussa abordou mitologia, história e cultura popular, com destaque para o vínculo entre samba e narrativa.
- A feira prossegue até 7 de junho, com mais de cem convidados e atrações gratuitas; a programação ocorre em frente ao estádio do Pacaembu, em meio a outros eventos da região.
Na manhã de sábado, 30 de maio, a Feira do Livro começou no Pacaembu, em São Paulo. O evento, que integra o calendário oficial da cidade desde o ano passado, reuniu leitores na praça Charles Miller para debater, ouvir música e iniciar oito dias de atividades abertas ao público. A abertura contou com apresentações e debates, mesmo sem sol.
Luiz Antonio Simas e Alberto Mussa abriram a programação no Palco da Praça, com mediação da jornalista Fernanda Mena, da Folha. O encontro ouviu os trabalhos dos dois historiadores da cultura popular, conectando mitologia, memória e narrativa. A conversa teve foco na contemporaneidade e na função da tradição.
Antes deles, um quinteto de metais do Instituto Baccarelli executou canções clássicas e populares para recepcionarem os presentes. A trilha sonora destacou o clima de confraternização entre leitores, autores e público presente. A edição 2026 marca a continuidade da feira na cidade.
A dupla de autores discutiu mitologias como patrimônio humano e a arte narrativa como expressão antiga da humanidade. Simas citou Exu e outras figuras religiosas como fontes históricas para compreender o passado e o presente. O tom foi de reflexão sobre como o passado molda o futuro.
Durante a conversa, houve momento musical em que Simas e Mussa cantaram juntos o samba-enredo Destino Dom Pedro II, da escola Em Cima da Hora, em 1984. A performance, espontânea, contou com harmonização entre os dois escritores.
Visualmente, Simas apareceu ao lado de Mussa com roupas pretas e camisas verdes que remetiam a seleções de países diferentes, reforçando o tema da multiculturalidade presente na programação. A cena destacou a atmosfera de encontro entre literatura e cultura popular.
O organizador Paulo Werneck, diretor da Associação Quatro Cinco Um, afirmou que a abertura da feira serve como guia para o evento. A organização enfatizou a intenção de manter a programação acessível ao público, com atividades gratuitas até 7 de junho.
Ao longo dos próximos dias, a Feira do Livro deve receber mais de cem convidados e atrações abertas ao público. A programação ocorre na área externa em frente ao estádio, com atividades ampliadas para diferentes horários e temas.
Nesta edição, o entorno do Pacaembu segue com outras opções, como a Feira de Arte Arpa e o Fight Music Show, além de feiras de alimentos e encontros para a troca de figurinhas da Copa. A convivência entre eventos amplia a movimentação na região.
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