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Deezer: não é contra IA, oferece transparência aos usuários

Deezer afirma não ser contra IA, oferece transparência aos usuários e bloqueia faixas fraudulentas; a decisão de ouvir fica com o usuário

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  • Deezer relata que são enviadas cerca de dois milhões de faixas geradas por IA por mês, com setenta e cinco mil por dia, o que representa quarenta e quarta por cento dos uploads; houve crescimento de duzentos e setenta e cinco por cento após a implementação de ferramenta de detecção.
  • Pesquisas indicam que setenta e cinco por cento dos usuários querem saber se a música foi criada por IA, enquanto noventa e sete por cento não conseguem distinguir conteúdo gerado por IA; as faixas são tagueadas, e faixas fraudulentas não são monetizadas.
  • A plataforma não proíbe o envio de faixas criadas por IA; o controle fica por conta do usuário na hora de ouvir, e faixas suspeitas de fraude são bloqueadas para não gerar remuneração.
  • Não há recomendação algorítmica ou curadoria de editores para conteúdo gerado por IA; o mix de sugestões envolve tanto algoritmos quanto a intervenção humana nas playlists.
  • Brasil é o segundo mercado prioritário da Deezer, com foco em relacionar fãs a experiências reais (exemplos: fãs de Shakira participando de shows; encontros com artistas), além de reforçar a personalização da plataforma para cada usuário.

Rodrigo Vicentini, gerente geral da Deezer na América Latina, afirmou em entrevista ao Estadão que a plataforma não é contrária à IA, mas busca total transparência para os usuários. Dados mostram que, hoje, mais de 2 milhões de faixas geradas por IA são enviadas mensalmente, com 44% dos uploads envolvendo esse tipo de produção. A Deezer mantém uma ferramenta de detecção que marca as faixas geradas por IA.

Segundo Vicentini, a distinção entre conteúdos humanos e IA se tornou quase impossível para o público. A empresa não impede o envio dessas faixas, mas informa aos ouvintes quando a música é gerada por IA. Em casos de fraude, faixas artificiais são barradas para evitar remuneração indevida aos produtores.

Detecção e remuneração

A Deezer aponta que 97% dos usuários não conseguem identificar conteúdo gerado por IA, mas 75% desejam saber se a faixa é de IA. A ferramenta de detecção tagueia as faixas, que não são monetizadas quando fraudulentas. A companhia também monitora padrões de consumo atípicos para evitar manipulação de streams.

Relação com fãs e futuro da experiência auditiva

O executivo diz que o algoritmo não sugere faixas feitas por IA; a curadoria editorial é responsável por parte das recomendações. A ideia é manter o equilíbrio entre tecnologia e participação humana. Em ações de relacionamento, a Deezer já levou fãs de Shakira a um show no Rio e promoveu encontros com artistas, como Péricles, na sede da empresa, em São Paulo.

Brasil, foco estratégico

Vicentini destacou o Brasil como segundo mercado prioritário, com grande potencial de crescimento e alto engajamento. O país figura entre os maiores do streaming pago, abaixo apenas de China e Estados Unidos. A Deezer vê o público brasileiro como emocional e conectado a experiências reais com artistas.

Olhando para o futuro

A Deezer vê mudanças rápidas na indústria musical, com a possibilidade de cada usuário criar sua própria música na plataforma. O papel das plataformas, segundo o executivo, é proteger a indústria e assegurar que os artistas recebam a remuneração devida, mantendo um ecossistema saudável para a IA e a criatividade humana.

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