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Tenor samoano conquista palcos de ópera mais célebres do mundo

Da Samoa pobre aos palcos mais prestigiados da ópera, Pene Pati desponta no Metropolitan Opera e na Scala, apontado como renascimento de Pavarotti

A documentary about opera singers Pene Pati (left) and his brother Amitai (right) is premiering this weekend at Sydney film festival.
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  • Pene Pati, tenor samoa, atua nos palcos de ópera mais prestigiados do mundo, incluindo Metropolitan Opera e La Scala, com agenda até 2029.
  • Nascido na ilha de Upolu, Samoa, cresceu em meio a dificuldades e hoje recebe reconhecimento internacional, incluindo o Chevalier de l’Ordre des Arts et Lettres, na França.
  • O documentário Tenor: My Name is Pati acompanha a trajetória dele, com estreia no Sydney film festival neste fim de semana e sessões nos dias 6 e 8 de junho.
  • O filme também destaca a trajetória de seus irmãos, especialmente Amitai Pati, e o apoio da família ao sonho de cantar ópera.
  • Pati mantém parceria musical com a esposa, Amina Edris, e continua se apresentando globalmente, incluindo turnês e papéis em casas como a Ópera de Zurique e apresentações futuras em Milão e Nova York.

Pene Pati, tenor samoano, hoje domina palcos de ópera como La Scala e a Metropolitan Opera, em Nova York. O documentário Tenor: My Name is Pati acompanha sua trajetória, desde a infância em Upolu até o estrelato. A trama mostra a superação de barreiras culturais.

A produção tem estreia no Sydney Film Festival, com sessões previstas para 6 e 8 de junho. O filme destaca o apoio da família, a formação musical no Chile e o papel de grandes maestros na consagração do artista. A obra integra a programação da mostra.

Pati nasceu em 1987, na Samoa, e migrou com a família para Auckland, na Nova Zelândia, ainda jovem. O caminho incluiu o grupo Sol3 Mio, que juntou irmãos e primo, antes de o tenor optar pela carreira solo. A decisão envolveu sacrifícios familiares.

A força de sua voz é destacada por colegas: Golda Schultz chama o talento de extraordinário, enquanto Guilio d’Alessio o apresenta como a revelação de sua geração. O regente Marc Minkowski afirmou ver nele uma renovação de Pavarotti.

No documentário, o artista recorda críticas recebidas no início da carreira, quando lhe dizem que “não é para você”. Ele explica que decidiu provar o contrário, mantendo o foco na emoção que transmite ao público.

A relação entre a vida pessoal e a carreira também é retratada, com a esposa Amina Edris acompanhando a agenda internacional. Em entrevistas, o casal fala sobre apoio mútuo e os desafios de manter a voz afinada em turnês globais.

Para além do filme, Pati prevê apresentações em palco com a irmã Amitai e o sonho de abrir portas para novos talentos pacíficos da região. O cinema apresenta a história de perseverança que moldou o cantor, sem juízos de valor.

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