- Fally Ipupa foi condecorado cavaleiro da Ordem Nacional do Leopardo, uma das mais prestigiosas do país, com anúncio feito na televisão estatal na terça-feira.
- A homenagem é entregue pelo presidente da República a figuras públicas de destaque; a secretaria de governo o chamou de “filho digno da nação”.
- A nomeação ocorre em meio a um ano movimentado, com Ipupa sendo o primeiro artista africano de língua francesa a chegar ao topo das paradas francesas com o álbum XX e a lotar o Stade de France em Paris por duas vezes.
- O cantor tem agenda internacional com apresentações na Europa e nos Estados Unidos, e recentemente disse ter perdido a voz por causa da intensa promoção de shows.
- Ipupa afirmou que a distinção é coletiva, celebra a música e a cultura congolesas e incentiva jovens a perseverarem.
Fally Ipupa recebeu nesta semana uma das mais altas honras da República Democrática do Congo: foi nomeado cavaleiro da Ordem Nacional do Leopardo. A cerimônia não foi televisionada, e a confirmação veio no dia seguinte, em rede estatal, por uma porta-voz do governo. Ipupa recebeu o título por sua contribuição à música e à cultura congolesa.
O cantor, de 48 anos, iniciou a carreira ao lado de Koffi Olomidé, há cerca de três décadas, e hoje tem fãs em todo o mundo. Ao longo da carreira, integrou coletivos como Talent Latent e Quartier Latin International, além de gravar oito álbuns solo.
Reconhecimento
A porta-voz do governo destacou que Ipupa ampliou o alcance da rumba congolesa e disseminou a cultura nacional internacionalmente. Em rede social, Ipupa agradeceu e afirmou que a homenagem não é apenas dele, mas de todo o povo congolês. Ele encorajou jovens a perseverarem.
Ipupa tem mantido agenda internacional movimentada. Recentemente, tornou-se o primeiro artista africano a chegar ao topo das paradas francesas com o álbum XX. Também ganhou notoriedade ao lotar o Stade de France, em Paris, por duas noites seguidas.
Carreira e próximos passos
Em meio a turnês pela Europa e pelos EUA, ele anunciou futuras apresentações no Reino Unido, incluindo o O2 Arena de Londres. Em entrevista, revelou ter perdido a voz após extensa promoção mundial, recebendo orientação médica para um intervalo de silêncio.
Apesar de momentos de adversidade na carreira — como o trágico acidente em Kinshasa que causou várias mortes em 2020 — Ipupa continua sob os holofotes. Profissionalmente, mantém foco na promoção da música congolesa e na união de públicos diversos.
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