- Leopoldo Pacheco interpreta Vinícius de Moraes em Tom Jobim Musical, ao lado de Elton Towersey, com a peça já recebendo apresentações em São Paulo após passagem por Curitiba e Belo Horizonte.
- O ator, que tem cinquenta e cinco anos? (corrigir: 65 anos) Em razão do conteúdo, ele revela que nunca cantou em público e tinha vergonha, mas hoje se sente mais seguro ao trabalhar com técnica vocal e compartilhar cenas com Towersey.
- Na montagem, Vinícius atua como narrador da história, incluindo a parceria entre Tom Jobim e Vinícius, e traz momentos da carreira de Jobim, como a gravação de Elis & Tom (1974).
- Pacheco destaca a evolução do teatro musical no Brasil, afirmando que o gênero tem ganhado público e diversidade, com espaço para produções locais como Tom Jobim Musical.
- A recepção tem sido positiva, com teatros cheios, sessões extras e participação do público em trechos em que é permitido cantar junto.
Leopoldo Pacheco estreia em São Paulo a última temporada de Elvis: A Musical Revolution, dirigida por Miguel Falabella e estrelada por Leandro Lima. O cantor Tom Jobim, vivenciado por Elton Towersey, ganha companhia de Pacheco como narrador Vinícius de Moraes. A temporada chega no dia 12 de junho, com foco na história da dupla e na trajetória de Jobim.
O ator, de 65 anos, revela que cantar em público era novidade. Em cena, ele interpreta Vinícius e, ao lado de Towersey, forma a dupla que conduz momentos da vida de Jobim, incluindo a gravação do disco Elis & Tom, de 1974, com Elis Regina. Pacheco entrou no Tom Jobim Musical substituindo Otávio Müller, quando já avaliava a relação com o gênero musical.
Para o veterano, a experiência no teatro musical tem sido uma evolução. Ele relembra o início da carreira, ressalta a importância do treino vocal e destaca o suporte técnico de Towersey, que representa Jobim na produção. A dupla mantém um diálogo constante em cena, o que aumenta a segurança de Pacheco ao cantar.
Pacheco comenta a relação entre música e poesia na vida de Vinícius. Segundo ele, a boemia e a parceria entre Vinícius e Tom moldaram um período criativo intenso. O ator vê a Bossa Nova como parte essencial da identidade musical brasileira, influenciando gerações e artistas no Brasil e no exterior.
Sobre Vinícius, Tom e a montagem
O intérprete enxerga Vinícius como uma figura que mescla traços de vilania e sensibilidade, resultado da boemia que marcava o período. O enredo traz também momentos dramáticos, como a separação de Tom e Teresa, e a participação de Vinícius como narrador no disco. Nelson Motta e Pedro Brício assinam o texto.
Recepção e impacto
A peça já passou por Curitiba e Belo Horizonte, com boa aceitação do público e boa qualidade de produção. O elenco e a equipe técnica são citados como elementos que ajudam a atrair espectadores para teatros com grandes plateias, chegando a sessões extras.
Pacheco reforça a ideia de que o teatro musical, antes visto como nicho, vem ganhando espaço e público diverso. Ele cita a possibilidade de o gênero ampliar a oferta de shows nacionais e internacionais, mantendo o foco na tradição da música brasileira e na qualidade teatral.
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