- A Little Bit Bad, romance de estreia de Cassandra Neyenesch, é publicado pela Fig Tree por £16.99.
- A história se passa em 2009, quando Perdita Jungfrau, aos 39 anos, conhece Nando, de 25, após ele se acidentar em um telhado; ela é mãe de uma criança e está grávida.
- O enredo acompanha o caso de amor entre Perdita e Nando e, em paralelo, uma investigação de assassinato ocorrida em 2010, na qual Perdita tenta entender o que aconteceu.
- A obra mistura cotidiano de mãe de família com momentos surreais e críticas sociais sobre violência estrutural, sistema carcerário e políticas da família nuclear.
- A resenha elogia o humor afiado, a vibração similar a All Fours de Miranda July e a construção de uma leitura envolvente que equilibra drama e sátira.
A Little Bit Bad, romance de estreia de Cassandra Neyenesch, recebeu crítica recente que o descreve como uma obra tragicômica com tom subversivo. O livro, publicado pela Fig Tree, gera comparações com o trabalho de Miranda July, ao combinar vida cotidiana de mãe de dois filhos com uma história de amor proibido.
A trama se passa em 2009, em San Diego, e acompanha Perdita Jungfrau, de 39 anos, que vive à sombra de um casamento conturbado e de uma gravidez não planejada. Ela conhece Nando, um rapaz de 25 anos que trabalha num telhado vizinho, e a relação cresce em meio a crises pessoais e dilemas morais.
Além do romance, o romance bifurca-se em 2010, quando Nando é assassinado e Perdita tenta desvendar o que ocorreu. A narrativa intercala o desenrolar do caso com a vida cotidiana da protagonista, explorando temas sociais, violência estrutural e a crítica a padrões familiares. A obra também utiliza humor afiado para equilibrar o tom trágico.
Enredo e Temas
O enredo alterna entre as complicações de Perdita como mãe e esposa e a investigação do assassinato, mantendo o leitor em suspense. A crítica ressalta uma leitura que oscila entre o cotidiano e momentos surrealistas, com referências à política, ao militar-industrial e ao sistema carcerário.
Entre as análises, a obra é destacada pela ironia e pela visão crítica sobre a violência estrutural da cultura que privilegia a família nuclear. A narrativa aborda ainda a construção do “eu verdadeiro” na meia-idade, sem abrir mão da comicidade.
Publicação e Recepção
A Little Bit Bad é descrita como leitura compulsiva, com capítulos intercalados que mantêm o ritmo. A comparação com All Fours de Miranda July é frequente, mas a crítica aponta que Neyenesch dirige o foco para questões de justiça social. O toque humorístico evita transparecer excessiva emoção, segundo as avaliações.
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