- Manuscrito de Mozart, com 44 páginas e 12 lições de composição, foi encontrado pela Biblioteca Nacional da França em Paris, contendo sete peças para harpa e flauta, com a última parte inacabada.
- O documento remonta a 1778, época em que Mozart esteve pela última vez em Paris, ensinando música diariamente à jovem harpista Marie-Louise-Philippine de Bonnières de Guînes.
- A descoberta ocorreu em 2 de fevereiro, durante a análise de um lote de quase vinte manuscritos anônimos; a atribuição ao compositor foi validada pela Biblioteca Mozartiana, em Salzburgo, no final de abril.
- As peças partem de ideias de Mozart, com cooperação entre o maestro e a aluna, em que ele escreve a parte da harpa e ela a da flauta, trocando depois as partes.
- O caderno foi escrito em papel francês e apresenta sinais que confirmam a relação com encomendas do duque de Guînes, reforçando a ligação entre Mozart e a jovem harpista.
Um caderno de composição de Wolfgang Amadeus Mozart foi encontrado na Biblioteca Nacional da França, em Paris, e divulgado pela instituição nesta sexta-feira. O manuscrito inclui sete peças para harpa e flauta, além de doze lições de composição atribuídas ao músico austríaco, falecido em 1791. A descoberta ocorreu em Paris, onde o material foi identificado entre quase 20 manuscritos anônimos.
O conjunto de páginas traz anotações que demonstram o método de ensino de Mozart. O caderno registra a história da última estadia parisiense do compositor, em 1778, ao ensinar diariamente a Marie-Louise-Philippine de Bonnières de Guînes, harpista e filha do duque de Guînes. A avaliação inicial indicou características próprias da grafia do músico.
O material foi encontrado em 2 de fevereiro por François-Pierre Goy, curador do departamento de música da biblioteca. Ele analisava o lote antes da aposentadoria quando percebeu traços distintivos da escrita, como a forma das claves e peculiaridades da notação francesa.
Após perícia, a atribuição ao autor original foi confirmada no fim de abril pela Casa Mozarteum, em Salzburgo, via a Biblioteca Mozartiana. O caderno contém 44 páginas, entre elas sete peças para flauta e harpa, sendo a última inacabada, segundo Goy.
Segundo a instituição, o conjunto parte de ideias propostas por Mozart e envolve a participação da aluna na construção das peças. O formato mostra a colaboração entre o mestre e a jovem harpista, com alternância de partes entre harpa e flauta ao longo das composições.
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