- Alok, o DJ brasileiro de maior sucesso, busca tornar a música eletrônica mais sustentável, com parcerias com povos indígenas e iniciativas climáticas da ONU.
- O projeto musical Rave the World e o álbum The Future is Ancestral conectam timbres tradicionais com EDM, incluindo uma apresentação em Belém para a contagem regressiva do Cop26/Cop30.
- Em 2024, ficou em terceiro no DJ Mag e realizou show para 2,6 milhões de pessoas no Réveillon do Rio; atua como embaixador voluntário do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente.
- A neutralização das emissões dos seus shows é feita com offset via parceria com a Solví, mas ele admite que continua emitindo e busca usos de combustíveis sustentáveis.
- Em Coachella 2025 lançou o show Keep Art Human, com menos telas e pirotecnia e mais coreografia, e defende que a responsabilidade ambiental não recai apenas sobre o público.
Alok, o DJ brasileiro mais bem-sucedido de sua geração, apresenta um show que busca repensar a relação entre música eletrônica e sustentabilidade. Em viagem de avião para chegar a São Paulo, ele explica que o conceito do espetáculo evoluiu para enfatizar a responsabilidade ambiental. A ideia central é “Rave the World”, uma reconexão com a própria essência do artista.
Ao longo de 15 anos no topo da indústria, Alok consolidou uma carreira marcada por parcerias com povos indígenas e ações com a ONU sobre clima. Em 2024, ele lançou The Future is Ancestral, álbum que reuniu mais de 50 artistas de diferentes povos e mesclou cantos tradicionais com batidas modernas.
O artista já alcançou importantes resultados: em 2024 ficou em terceiro lugar no ranking anual da DJ Mag, tornando-se o latino-americano mais bem posicionado, e realizou um mega-show de fim de ano no Rio para 2,6 milhões de pessoas. Hoje, aos 34 anos, ele busca reduzir o formato do show sem abandonar a criatividade.
Rave the World utiliza uma tela 3D de grande porte, a Rave Box, que altera a cenografia e exibe mensagens de momento. O objetivo é retomar as bases da sua música, explorando timbres usados no psytrance de jovens anos e conectando o público a uma linguagem mais orgânica.
A trajetória de Alok começou no Universo Paralello, festival de psytrance que seu pai fundou. Ele atuou no duo Lógica com o irmão gêmeo e enfrentou dificuldades ao tentar se apresentar no exterior. No Reino Unido, chegou a conhecer portas fechadas e a ter trabalhos temporários em bares antes de retornar ao Brasil.
Questionado sobre depressão e ascensão na cena nacional, ele mencionou que buscou respostas internas para manter o equilíbrio. Em entrevistas, ele aponta a importância de harmonizar o trabalho artístico com a responsabilidade pessoal, incluindo a relação com a própria trajetória.
Alok tem uma atuação destacada junto a povos indígenas, visando dar voz às próprias culturas por meio da música. O álbum The Future is Ancestral foi pensado para ampliar esse protagonismo, apresentando colaborações com comunidades tradicionais da região amazônica e de outras regiões do Brasil.
Em eventos recentes, o artista destacou o compromisso com a neutralização de emissões. Em parceria com a empresa Solví, as emissões de carbono de seus shows são compensadas por meio de créditos de carbono que financiam a captação e transformação do biogás em energia renovável. A prática é reconhecida pela ONU como complemento às reduções de emissão, embora ocupe posição divergente entre especialistas.
Sobre suas escolhas de deslocamento, ele afirmou evitar possuir um jato próprio, utilizar compensação de emissões e considerar combustíveis de aviação sustentável, ainda que reconheça limitações sistêmicas que dificultam mudanças rápidas.
Entre as experiências de palco, Alok participou do Coachella 2025 com um show que priorizou a presença de dança e coreografia, reduzindo o uso de telas gigantes e pirotecnia. O objetivo foi manter a mensagem social e artística sem depender de recursos tecnicamente invasivos.
Além da música, ele tem se envolvido com debates sobre o papel da IA na criação artística. Em entrevistas, o artista defende o uso da IA como ferramenta, desde que a arte permaneça desafiadora e não se rebaixe a uma simples comodidade tecnológica.
Sempre atento ao tema da cultura de grandes estrelas, Alok ressalta que a função dele é servir à música e à público, sem transformar DJs em figuras divinizadas. Em encontro com o líder espiritual Sadhguru, ele enfatizou a necessidade de estar em equilíbrio antes de empreender grandes missões.
A turnê de Alok pelo Brasil segue a partir de 23 de junho, com apresentações programadas em festivais internacionais ao longo do verão. A agenda mantém o ritmo de shows e ações de sustentabilidade, alinhando a carreira com objetivos de responsabilidade ambiental.
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