- Clive Davis, aos 94 anos, foi um dos mais influentes moguls da indústria musical americana, conhecido por promover Whitney Houston, Bruce Springsteen, Janis Joplin e Barry Manilow.
- Iniciou na Columbia Records e ajudou a assinar artistas como Donovan e Janis Joplin; ficou conhecido pela visão de talento e pelo poder de alavancar carreiras.
- Com a criação da Arista, consolidou seu ciclo de sucesso ao lançar Barry Manilow, Patti Smith e Aretha Franklin, entre outros, e expandiu a gravadora com selos e parcerias importantes.
- Em 1999 supervisionou a produção do Álbum Supernatural de Santana, que teve hits como Smooth e Maria Maria e rendeu vários Grammys; liderou a criação da gravadora J Records com forte investimento financeiro.
- Viveu etapas de liderança na RCA e manteve forte vínculo com o meio televisivo e artistas; está sobrevivido pela parceira Greg Schriefer, além de quatro filhos, oito netos e dois bisnetos.
Clive Davis, um dos nomes mais influentes da indústria fonográfica americana, morreu aos 94 anos. A trajetória abrange décadas de liderança, reinvenção e uma carteira de artistas que moldaram o pop e o rock. A notícia confirma o falecimento aos 94 anos.
Davis ficou conhecido por descobrir e promover Whitney Houston, cuja estreia em 1985 se tornou a maior vendagem de um álbum de estreia feminino na época. A parceria com Houston consolidou a sua reputação de talento para identificar e alavancar carreiras globais.
Ao longo de sua carreira, Davis assinou e lançou nomes como Donovan, Janis Joplin, Bruce Springsteen, Barry Manilow, Aretha Franklin e Barão de Colpix. Sua visão levou à construção da Arista e a acordos que influenciaram o mercado musical por décadas.
Início e ascensão
Nascido no Brooklyn, Davis estudou direito em Harvard e entrou no setor musical pela Columbia Records, filiada à CBS. Foi presidente da gravadora a partir de 1967, impulsionando o salto do rock e de artistas de alto impacto.
Entre 1970 e 1980, liderou aquisições relevantes e o desenvolvimento de estrelas como Manilow, Bruce Springsteen e Laura Nyro. O impacto comercial da gestão foi acompanhado de mudanças estratégicas no setor e na própria Columbia.
Controvérsias e renegociações
Em 1973, Davis foi afastado após investigações sobre ligações com a máfia e uso de recursos da empresa. Ele enfrentou processo por sonegação e pagou multa. O episódio não interrompeu sua carreira, que seguiu com novas oportunidades no cinema e na música.
Posteriormente, criou a Arista, consolidando o portfólio com artistas como Barry Manilow, Patti Smith e Aretha Franklin. Em 1989, firmou acordo com LA Reid e Babyface para a formação da LaFace Records.
Legado e notas finais
Davis participou de projetos de grande sucesso, como o álbum Supernatural de Santana, com 26 milhões de cópias vendidas e nove Grammys. Em 2000, fundou a J Records, abrindo caminho para novos nomes e formatos.
Ao longo dos anos, manteve forte presença na indústria, contribuindo para o desenvolvimento de American Idol e de lançamentos de artistas como Jennifer Hudson e Kelly Clarkson. Permanece como referência histórica para o setor.
Davis deixa o parceiro Greg Schriefer, quatro filhos, oito netos e duas bisnetas. O legado inclui uma visão de negócios que uniu talento, marketing e inovação na indústria musical. As circunstâncias do falecimento não foram detalhadas.
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