- Lil Buck, dançarino de jookin de Memphis, colabora com jovens dançarinos britânicos em 1776, apresentado no Schwarzman Centre for the Humanities de Oxford.
- A peça é resultado de parceria com as compagnies ZooNation e Body Politic, e relembra os 250 anos da fundação dos Estados Unidos ao questionar a promessa de igualdade.
- O Schwarzman Centre foi aberto com uma doação de £185m de Stephen Schwarzman, enfatizando a relação entre artes, humanidades e ética em IA.
- Buck interpreta a liberdade como promessa quebrada, conectando dança de rua a momentos da história de independência e criticando a opressão.
- O espetáculo valoriza a energia dos jovens dançarinos, com um final em que todos recebem solos e o elenco celebra a convivência entre estilos.
Lil Buck, bailarino de rua de Memphis conhecido pela dança jookin, participa de uma parceria com jovens bailarinos britânicos em Oxford. O projeto 1776, realizado no Schwarzman Centre for the Humanities, reinterpreta a promessa de igualdade na história dos EUA, usando a coreografia para explorar independência e liberdade.
A colaboração reúne Buck com ZooNation e Body Politic Youth. O Schwarzman Centre, no campus de Oxford, abriga a residência de Buck como fellow visitante, apoiada por uma doação de 185 milhões de libras do empresário Stephen Schwarzman. A iniciativa integra dança, história e ética na universidade.
O projeto envolve pesquisa com historiadores e intérpretes, conectando dança de rua com danças históricas do século XVIII. Buck apresentou ideias sobre o design de calçados na evolução da dança de rua, enquanto acadêmicos discutem vínculos entre jookin, Fred Astaire e práticas contemporâneas.
1776: uma leitura crítica da independência
A encenação reúne duas empresas jovens de dança para revisitar a fundação dos Estados Unidos, 250 anos depois. Buck enfatiza a ideia de que igualdade é uma promessa quebrada, associando regimes autoritários a formatos de coreografia que destacam controle e conformismo.
Durante a performance, o grupo passa por movimentos de liberdade expressiva, com elementos de locking, waacking e krump. Buck cede espaço aos jovens bailarinos, evidenciando talento e vigor cênico, especialmente nas passagens de Andrew Jackson e nos trechos em que ele surge em poses fluidas.
A apresentação encerra com uma rodada de solos coletivos no final, momento de celebração da dança em grupo. O elenco inteiro participa, fortalecendo a leitura de que a verdadeira liberdade aparece na união e na diversidade de estilos.
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