- Adriana Murad Konings lança a novela “Los idólatras y todos los que aman” pela editora Anagrama em 2025.
- A obra aborda o duelo e as ficções necessárias para enfrentar a realidade, começando com a morte de um gato.
- A autora se inspirou na angústia pela perda de seu animal de estimação e na chegada de uma nova gata.
- A narrativa apresenta uma inversão do tradicional esquema gótico, onde o sobrenatural se intensifica à medida que os personagens acreditam nele.
- A linguagem da novela reflete a experiência bilíngue da autora em espanhol e inglês, e é influenciada por Henry James.
Adriana Murad Konings, escritora espanhola nascida em 1997, lança sua nova novela Los idólatras y todos los que aman pela editora Anagrama em 2025. A obra, que explora o duelo e as ficções necessárias para enfrentar a realidade, inicia-se com a morte de um gato, um evento que desencadeou a criação do livro.
A autora relata que a angústia pela perda de seu gato inspirou a narrativa. Durante o processo de escrita, uma nova gata apareceu em sua vida, levando-a a refletir sobre a ideia de um “conto de fantasmas ao contrário”. Konings propõe uma inversão no tradicional esquema narrativo, onde o sobrenatural se torna mais presente à medida que os personagens começam a acreditar nele.
Em sua nova obra, a solidão, tema recorrente em sua produção, é novamente abordada. A autora acredita que a solidão facilita a crença no sobrenatural, e o terror que surge dessa convicção é poderoso. A voz do narrador, que penetra na mente dos personagens, é uma característica marcante do texto, segundo Konings.
A escritora também menciona a influência de Henry James em sua obra, destacando a complexidade das relações sociais e a ambiguidade da comunicação. A linguagem utilizada na novela é uma mistura de experiências literárias e cotidianas, refletindo seu cotidiano bilíngue em espanhol e inglês.
Konings, que já trabalhou em um supermercado na Inglaterra, considera que todas as experiências de vida podem ser aproveitadas na literatura. A nova novela promete ser uma leitura instigante, unindo elementos góticos e reflexões sobre a condição humana.
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