- O novo filme de Petrus Cariry, “A praia do fim do mundo”, explora a relação entre mãe e filha em um cenário de ruínas.
- A história se passa em uma comunidade litorânea ameaçada por ressacas violentas, refletindo a negação da tragédia e a busca por mudança.
- Helena, interpretada por Marcélia Cartaxo, está presa à casa e ao marido desaparecido, enquanto sua filha, Alice, vivida por Fátima Macedo, tenta alertá-la sobre os perigos.
- O filme inclui um personagem enigmático, interpretado por Carlos César, que adiciona mistério à narrativa.
- A obra destaca-se pela fotografia em preto e branco e pela mixagem de som cuidadosa, mantendo a coerência com os temas de Cariry em trabalhos anteriores.
A realidade se impõe em A praia do fim do mundo, novo filme de Petrus Cariry, que explora a relação entre mãe e filha em um cenário de ruínas. A trama se desenrola em uma comunidade litorânea ameaçada por ressacas violentas, refletindo a negação da tragédia e a busca por mudança.
Helena, interpretada por Marcélia Cartaxo, vive atada à casa e ao marido desaparecido, enquanto sua filha, Alice, vivida por Fátima Macedo, tenta alertá-la sobre os perigos iminentes. A dinâmica entre as duas personagens revela um contraste entre a estagnação e a necessidade de transformação. O filme também introduz um homem enigmático, interpretado por Carlos César, que vagueia pela praia, adicionando um elemento de mistério à narrativa.
Elementos Narrativos
Cariry não se limita a apresentar dados concretos, mas utiliza referências literárias, como a história de Jonas e a baleia e Alice no País das Maravilhas, para enriquecer a trama. No entanto, a interação entre Helena e Alice pode parecer repetitiva, e as conversas informais entre Alice e sua amiga Elisa, interpretada por Larissa Góes, carecem de profundidade.
Apesar dessas limitações, Petrus Cariry mantém a coerência com temas abordados em suas obras anteriores, especialmente em Mãe e filha (2011). A excelência artística do filme é evidenciada pela fotografia em preto e branco, de sua própria autoria, e pela cuidadosa mixagem de som, realizada por Érico Paiva, com contribuições de Moabe Filho e Pedrinho Moreira.
A praia do fim do mundo se destaca como uma obra que, mesmo diante de suas falhas, reafirma a habilidade de Cariry em abordar questões sociais e emocionais com sensibilidade e profundidade.
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