- A National Gallery de Londres inaugura a exposição “Radical Harmony”, com 58 obras do movimento Neo-Impressionista.
- A mostra ficará em cartaz até 8 de fevereiro de 2026 e busca reavaliar a importância desse estilo.
- O Neo-Impressionismo, que surgiu no final do século XIX, é conhecido pela técnica de pontilhismo, associada a artistas como Georges Seurat e Paul Signac.
- A exposição inclui obras de Anna Boch, Jan Toorop e Théo Van Rysselberghe, destacando a conexão do movimento com questões sociais e políticas.
- O último espaço da mostra apresenta a transição do Neo-Impressionismo para a abstração, com obras que refletem a espiritualidade desse estilo na arte moderna.
A National Gallery de Londres inaugura a exposição Radical Harmony, que reúne 58 obras do movimento Neo-Impressionista, destacando sua relevância como precursor da abstração e do Fauvismo. A mostra, que ficará em cartaz até 8 de fevereiro de 2026, busca reavaliar a importância desse estilo frequentemente subestimado.
O Neo-Impressionismo, que surgiu no final do século XIX, é conhecido por sua técnica de pontilhismo, associada a artistas como Georges Seurat e Paul Signac. Segundo o co-curador Julien Domercq, a exposição evidencia que o movimento pode ser considerado “o primeiro movimento internacional de arte moderna”. O destaque da coleção é a obra Le Chahut (1889-90) de Seurat, que retrata dançarinos em uma performance vibrante, utilizando pequenos pontos de cor que se misturam na visão do espectador.
Além de Seurat, a exposição inclui obras de artistas como Anna Boch, Jan Toorop e Théo Van Rysselberghe, todos integrantes do grupo avant-garde Les XX. Boch, embora não tenha obras na coleção do Kröller-Müller Museum, é representada por sua técnica pontilhista em During the Elevation (1892-93). Domercq destaca que Boch utilizava o pontilhismo de forma seletiva, o que a diferencia de seus contemporâneos.
Temas e Influências
A mostra também aborda a conexão do Neo-Impressionismo com questões sociais e políticas. Obras como Evening (before the strike) (1889) e Morning (after the strike) (1888-90) de Toorop refletem protestos industriais na Bélgica. A paleta de cores pastéis utilizada em Morning retrata a violência contra trabalhadores, evidenciando o caráter anárquico do movimento.
O último espaço da exposição apresenta a transição do Neo-Impressionismo para a abstração, com obras como Sea (1899) de Toorop e The Beacon, Saint-Briac, Opus 210 (1890) de Signac. A fundadora do Kröller-Müller Museum, Helene Kröller-Müller, acreditava na espiritualidade dessas obras, reforçando a importância do Neo-Impressionismo na narrativa da arte moderna.
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