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Geometria do crime: o paladar rigoroso de Poirot

Minissérie Os Sete Relógios mostra que Poirot sacrifica o paladar em defesa da verdade, ligando gastronomia à precisão das suas investigações

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Por Revisado por: Time de Jornalismo Portal Tela
Imagem: Divulgação/Netflix
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  • A Netflix estreia na quinta-feira 15 a minissérie Os Sete Relógios, baseada em Agatha Christie de 1929, sem o detetive Hercule Poirot, gerando expectativa de lançamento da série Poirot em outros países, inclusive no Brasil.
  • Poirot valoriza a ordem estética, com torradas quadradas e ovos cozidos idênticos; a desordem na mesa é vista como prelúdio da desordem da mente.
  • Em A Casa do Lado, Hastings explica esse ritual; o detetive prioriza a simetria e o alimento como parte de seu método para resolver crimes.
  • Em A Morte da Sra. McGinty, Poirot se submete a comida ruim e ao desconforto humano para defender um inocente. Em Cai o Pano, a decadência da comida acompanha a decadência de seu corpo, mas a justiça permanece.
  • Poirot é descrito como conhecedor de vinhos tintos franceses, gosta de chá, chocolate quente e infusões; o conto A Caixa de Chocolates marca um erro famoso que quase deixou um culpado escapar.

Estreia na Netflix ocorre na quinta-feira, 15, com a minissérie Os Sete Relógios, baseada em um romance de Agatha Christie de 1929. A produção não traz Poirot entre seus protagonistas, o que gerou curiosidade sobre o retorno do detetive ao streaming, em outros países em breve.

A obra destaca o vínculo entre metro de regras e ordem. Em Christie, Poirot entende que uma mesa bem posta antecipa a ordem mental necessária para desvendar crimes. A ambientação estética reforça esse conceito de equilíbrio.

Em A Casa do Lado, Hastings explica um ritual de Poirot: torradas quadradas e ovos idênticos. O elemento ritualístico aparece também em A Morte da Sra. McGinty, quando o detetive enfrenta uma pensão decadente para proteger um inocente.

Cai o Pano, episódio final da cronologia, mostra Poirot no Styles, cenário do caso inaugural. A decadência do ambiente acompanha a saúde do detetive, que continua firme na busca pela justiça ao enfrentar um assassino sofisticado.

O paladar de Poirot se estende a bebidas: chá não é seu favorito; chocolate quente e infusões ajudam a manter a calma após investigações. O estômago dele aparece como parte de um método para ordenar as células cinzentas.

Nos Relógios, Poirot demonstra conhecimento em vinhos, especialmente tintos franceses. Em contos, ele aprecia Château Mouton Rothschild e bebidas como Jerez e licor de menta, usados em momentos estratégicos.

Apesar da disciplina, Poirot cometeu falhas. No conto A Caixa de Chocolates, ele ignora uma tampa trocada e quase deixa uma vítima escapar. Hastings recebe a orientação: manter a humildade diante do desafio.

Para o detetive, a investigação é um processo digestivo: justiça exige precisão, sabor e equilíbrio. A história de Poirot reforça que a verdade é o prato principal que ele não admite servir malpassado.

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