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Lorde das Moscas: clássico de sobrevivência que é horror surreal

Nova adaptação de Lord of the Flies mostra liderança masculina em colapso, revelando brutalidade e um pacto sombrio com a lei

Think of it as Adolescence: Origins … David McKenna as Piggy in Lord of the Flies.
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  • Adaptação em quatro partes de Lord of the Flies, dirigida por Marc Munden, com roteiro de Jack Thorne, chega à BBC One.
  • A história acompanha um grupo de garotos britânicos que, isolados, formam lideranças conflitantes: Jack lidera os caçadores, Ralph tenta manter a ordem.
  • O tom é sombrio e atual, mesmo com spin de anos cinquenta: violência, dinâmica de poder e questionamentos sobre masculinidade tóxica.
  • A produção usa planos longos, close-ups frequentes e quebras da quarta parede para intensificar o desconforto e o horror surreal.
  • O crítico relata sensação de mal-estar ao assistir e expressa gratidão pela proteção do Estado de direito, destacando a força do trabalho de Thorne e a atmosfera inquietante da série.

A minissérie britânica Lord of the Flies, adaptada por Jack Thorne, estreia na BBC One neste domingo, às 21h. A obra transporta o romance de William Golding para a tela, com foco no desenvolvimento da masculinidade em um grupo de garotos isolados. A produção troca o cenário original por uma leitura contemporânea, mantendo a tensão e o horror surreal.

A leitura de Thorne reúne uma equipe criativa premiada. O desenho de Marc Munden, conhecido por trabalhos elogiados, imprime um ritmo austero desde o primeiro episódio. A narrativa aposta em cenas longas, diálogos contidos e planos próximos que destacam a vulnerabilidade dos protagonistas.

Os garotos, vindos de classes distintas, chegam a uma ilha deserta após o naufrágio de uma aeronave. Sem adultos, surgem conflitos de liderança e grupos rivais, expondo tensões sociais e comportamentos de poder. A obra preserva elementos do romance original, com linguagem que remete aos anos 1950 em contexto atual.

Produção e abordagem

A adaptação reforça a temática central de Golding sobre a formação de identidade masculina em isolamento extremo. A ambientação imprime uma estética marcada por hiss de rádio e referências de época, mescladas a um olhar que dialoga com o presente. O elenco juvenil é apresentado com foco na expressão facial e na expressão de sentimentos.

A recepção inicial aponta para uma leitura perturbadora, com tom de horror psicológico. A proposta é manter o suspense enquanto expõe a dinâmica entre liderança, culpa e sobrevivência. A obra se pauta pela linguagem audiovisual para criar desconforto e reflexão.

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