- Engenheiro Luiz Cordovil, de Tefé, Amazonas, saiu do Domingão com Huck com R$ 150 mil, após errar uma pergunta de R$ 300 mil.
- A questão tratava de livros proibidos durante a ditadura argentina e pedia o título correto entre as opções: Dom Quixote, A Montanha Mágica, Guerra e Paz e O Pequeno Príncipe.
- A resposta correta, divulgada ao público, foi O Pequeno Príncipe.
- A obra foi censurada na Argentina entre 1976 e 1983, segundo o jornal Clarín, em meio à repressão cultural que atingia livros de várias áreas.
- O livro, escrito por Antoine de Saint-Exupéry, narra a história de um menino que viaja entre planetas e valoriza amizade, responsabilidade e empatia.
O engenheiro Luiz Cordovil, de Tefé, no Amazonas, participou do Domingão com Huck e saiu do quadro Quem Quer Ser Um Milionário com R$ 150 mil. A questão valia R$ 300 mil e tratava de livros proibidos durante a ditadura argentina.
A pergunta exigia identificar qual clássico da literatura mundial foi alvo de censura naquele regime. As opções eram: Dom Quixote, A Montanha Márca, Guerra e Paz e O Pequeno Príncipe. A resposta correta foi revelada ao público como sendo O Pequeno Príncipe.
A obra, publicada em 1943, tornou-se um dos livros mais traduzidos do mundo e é vista como clássica por tratar de amizade, empatia e olhar para o que está dentro da gente, em linguagem simples.
Contexto histórico da censura na Argentina
Entre 1976 e o fim da ditadura, a intervenção estatal envolveu retirada de livros de bibliotecas, vetos a títulos em escolas e orientações para evitar determinadas obras, incluindo obras infantis e juvenis.
O Pequeno Príncipe, apesar de parecer inocente, integrou listas de leitura consideradas inconvenientes por autoridades, ilustrando como a literatura infantil também foi alvo de censura durante o regime.
Sobre o livro e seu impacto
A narrativa acompanha um aviador que encontra um menino em um planeta e, por meio de encontros com personagens simbólicos, aborda responsabilidade, laços e o sentido da vida. Saint-Exupéry escreveu a obra no exílio, nos EUA, durante a ocupação da França.
Segundo o Clube de Literatura Clássica, o livro funciona como um respiro em meio à guerra, destacando valores de solidariedade, amizade e humanidade, mesmo diante de situações extremas.
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