- Frankenstein foi publicado em 1º de janeiro de 1818, de Mary Shelley, e é considerado uma das primeiras novelas góticas de ficção científica.
- A obra segue inspirando adaptações no cinema, teatro, música e literatura, mantendo-se viva na cultura moderna.
- A versão mais recente para cinema, de Guillermo del Toro para a Netflix, estreou em 2025 e recebeu nove indicações ao Oscar de 2026, vencendo em duas categorias.
- Entre as adaptações mais aclamadas, o IMDb aponta três destaques: O Jovem Frankenstein (1974), A Noiva de Frankenstein (1935) e A Maldição de Frankenstein (1957).
- A Gazeta do Povo disponibiliza gratuitamente o e-book Frankenstein para leitores, com acesso pelo link da matéria.
Frankenstein, a obra que reúne terror e ficção científica, completa mais de 200 anos desde sua publicação. O romance de Mary Shelley, lançado em 1º de janeiro de 1818, ganhou destaque mundial pelo tema do criado a partir de partes de cadáveres e da ambição sem limites do cientista Victor Frankenstein.
Publicada na língua inglesa, a primeira edição foi lançada de modo anônimo, numa era em que poucas escritoras recebiam reconhecimento. O sucesso levou à segunda edição em quatro anos e, finalmente, ao reconhecimento do nome da autora na capa.
A origem do clássico e a tradição de traduções
Mary Shelley, filha de William Godwin e Mary Wollstonecraft, enfrentou resistência editorial por ser mulher e tratar de temas sombrios. A obra consolidou-se como uma das primeiras novelas góticas de ficção científica.
Não há registro definitivo da primeira tradução para o português. Em 2025, duas editoras brasileiras lançaram uma edição baseada no manuscrito original, preservado na Bodleian Library. A tradução busca recuperar trechos riscados por Percy Shelley, marido da autora.
Essa edição destaca nuances originais da narrativa, sem as alterações de edições posteriores. No Brasil, inúmeras traduções e adaptações acompanharam o interesse pela obra ao longo do tempo, de formatos integrais a versões educativas.
O Prometeu Moderno: adaptações ao cinema
O romance inspirou o cinema mais de 700 vezes, segundo o IMDb, mantendo viva a história de Victor Frankenstein e sua criatura. O enredo, que começa com a criação em laboratório e a fuga do cientista, dá origem a várias tramas paralelas.
Entre as adaptações mais destacadas, figuram três títulos emblemáticos. O Jovem Frankenstein, de 1974, é uma comédia que acompanha Frederick Frankenstein em busca de vida a partir de um cadáver. A produção recebeu indicações ao Oscar e ao Golden Globe.
A Noiva de Frankenstein, de 1935, dirigida por James Whale, mostra o cientista pressionado a criar uma companheira para a criatura. O longa recebeu indicação ao Oscar de Melhor Mixagem de Som.
A Maldição de Frankenstein, de 1957, da Hammer Films, acompanha as consequências dos experimentos do médico e consolidou a revitalização do gênero nos anos 1950, com impacto para o estúdio britânico.
Frankenstein e o Oscar 2026: a versão de Guillermo del Toro
Em 2025, a obra ganhou uma nova adaptação cinematográfica dirigida por Guillermo del Toro para a Netflix. O filme de Del Toro retoma a história com foco em temas humanos como trauma e solidão, expandindo o universo da narrativa com novos personagens.
O filme recebeu nove indicações ao Oscar 2026, incluindo Melhor Filme, Melhor Ator Coadjuvante, Melhor Trilha Sonora e Melhor Direção de Arte. Também foi indicado em categorias como Melhor Maquiagem e Penteados, Melhor Figurino, Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Som.
No Dolby Theatre, em Los Angeles, a cerimônia aconteceu no último domingo. O filme levou duas estatuetas: Melhor Maquiagem e Penteados e Melhor Figurino.
A obra de Mary Shelley continua a inspirar releituras em diferentes formatos e gerações. Para leitores, a Gazeta do Povo disponibiliza gratuitamente o e-book Frankenstein, com acesso por meio de acesso público.
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