Em Alta NotíciasConflitosPessoasAcontecimentos internacionaiseconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Emergência com Césio-137 em Goiânia: a história real

Série dramatiza o maior acidente radiológico do Brasil, o caso do césio-137 em Goiânia, com contaminação de milhares e impactos à saúde

Emergência Radioativa
0:00
Carregando...
0:00
  • A Netflix lançou Emergência Radioativa, série que aborda o caso do césio-137 em Goiânia, considerado o maior acidente radiológico já registrado.
  • A cápsula com o material foi abandonada numa clínica do Instituto Goiano de Radioterapia, cedida pela Sociedade de São Vicente de Paulo; a demolição ficou interrompida por liminar em 1987.
  • Dois catadores abriram o ferro-velho onde o césio-137 se espalhou; a filha de um deles ingeriu partículas do material.
  • O físico Walter Mendes Ferreira identificou a contaminação, acionou profissionais da CNEN e houve quarentena de afetados no estádio pelo governador Henrique Santillo.
  • Estima-se que mais de 1.600 pessoas foram afetadas e que mais de 100 morreram entre 1987 e 2012; o desastre gerou mais de 13 toneladas de lixo radioativo.

A Netflix lança Emergência Radioativa, série que revisita o acidente com césio-137 em Goiânia, em 1987, considerado um dos maiores incidentes radiológicos do mundo. A produção dramatiza os fatos que levaram à disseminação do material na cidade, destacando impactos à saúde e à resposta pública. O objetivo é apresentar a história real por meio de personagens ficcionalizados.

O episódio central envolveu uma cápsula com césio-137 abandonada em uma clínica do Instituto Goiano de Radioterapia, em um terreno cedido pela Sociedade de São Vicente de Paulo. O equipamento ficou no local após a demolição da clínica, interrompida por uma liminar em 1987. O material só foi contido quando profissionais da CNEN foram acionados.

Como o material radiativo se espalhou

Dois catadores, Roberto dos Santos Alves e Wagner Mota Pereira, recolheram a cápsula e a venderam para um ferro-velho. O item foi aberto no local, liberando o cloreto de césio-137, ao redor de Devair Ferreira. O irmão dele, Ivo Ferreira, levou parte da substância para casa, onde a filha Leide das Neves ingeriu partículas durante uma refeição.

Maria Gabriela Ferreira levou a cápsula para a vigilância sanitária de Goiânia, após observar sintomas de náusea, diarreia e mal-estar na família. A cápsula permaneceu no local por dois dias antes de ser encaminhada para avaliação. Walter Mendes Ferreira evidenciou que os sintomas tinham origem radiológica.

Resposta e consequências

O governador na época, Henrique Santillo, autorizou a quarentena de atingidos em um estádio municipal, buscando conter o pânico público. A atuação de profissionais da CNEN ajudou a coordenar os procedimentos médicos e de descontaminação, mas a cidade enfrentou desinformação e insegurança.

A Associação das Vítimas do Césio-137 aponta que, entre 1987 e 2012, mais de 100 pessoas morreram em decorrência de câncer e outras consequências da radiação, com mais de 1.6 mil pessoas afetadas ao longo do período. Ao fim do episódio, houve geração de mais de 13 toneladas de lixo radioativo resultante da contaminação.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais