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Cinemateca Negra reúne mais de mil filmes e expande dados sobre cinema

Lançamento da Cinemateca Negra no Cine Brasília apresenta levantamento de 1.104 filmes dirigidos por pessoas negras entre 1949 e 2022, com 83% realizados a partir de 2010

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  • Lançamento Cinemateca Negra ocorre no Cine Brasília, nesta quinta-feira (26), às 19h, com sessão gratuita de filme e debate.
  • A iniciativa é do Instituto NICHO 54 e representa um novo capítulo na sistematização de dados sobre o cinema negro no Brasil.
  • A publicação reúne 1.104 filmes dirigidos por pessoas negras entre 1949 e 2022, com 83% dessa produção ocorrendo a partir de 2010.
  • O evento terá debate sobre memória e produção audiovisual negra, com participação de Bethânia Maia, Lila Foster e Manuela Thamani, seguido da exibição do longa Insubmissas.
  • O prefácio é da ministra da Cultura, Margareth Menezes; o projeto ganhou escala nacional a partir de 2019, sob a direção de Fernanda Lomba.

O Cine Brasília recebe nesta quinta-feira, 26 de março, às 19h, o lançamento da publicação Cinemateca Negra. A sessão, gratuita, reúne exibição de filme e debate com pesquisadoras e realizadoras. A iniciativa é do Instituto NICHO 54 e amplia o mapeamento do cinema negro no Brasil.

A obra apresenta um levantamento de 1.104 filmes dirigidos por pessoas negras entre 1949 e 2022, incluindo curtas, média e longas. Dados apontam que 83% dessa produção ocorreu a partir de 2010, evidenciando crescimento recente ainda marcado por entraves de financiamento e infraestrutura, especialmente para longas.

Fernanda Lomba, diretora executiva do NICHO 54, ressalta que a publicação nasce da prática no setor e de uma articulação coletiva. O projeto busca fortalecer redes de suporte e ampliar espaços de decisão para profissionais negros.

Segundo a direção do NICHO 54, o instituto nasceu com três frentes — formação, mercado e curadoria — e ganhou dimensão em pesquisa e atuação internacional. A organização passa a produzir dados que embasam políticas públicas e oportunidades setoriais.

A pesquisa reuniu oito pesquisadores ao longo de mais de um ano, com fontes como catálogos de festivais, arquivos digitais e contatos diretos com realizadores e herdeiros de filmes. O foco está em consolidar um panorama sólido.

Para Lomba, o impacto vai além do registro histórico. A publicação reúne pela primeira vez um panorama único dos filmes dirigidos por pessoas negras no Brasil, fortalecendo curadoria e abrindo espaço para novas pesquisas.

A origem do projeto remonta a 2018, com mapeamento de curtas para festivais. A entrada de Lomba na direção, em 2019, levou o trabalho a ganhar escala nacional, culminando no mapeamento atual.

A obra conta com o prefácio da ministra da Cultura, Margareth Menezes, e traz recortes sobre direção, codireção interracial, gênero e listas de profissionais identificados pela pesquisa.

Programação da noite inclui debate sobre preservação da memória e produção audiovisual negra, com Bethânia Maia, Lila Foster e Manuela Thamani. Em seguida, será exibido o longa Insubmissas, dirigido por Ana do Carmo, Julia Katharine, Luh Maza e Tais Amordivino, com direção geral de Carol Benjamin.

O filme aborda trajetórias de mulheres autoras entre cinema e literatura e teve estreia no Festival do Rio 2024. A Cinemateca Negra se apresenta como ferramenta para políticas públicas, formação de público e fortalecimento institucional do setor.

Serviço

Lançamento Cinemateca Negra

Data: 26 de março

Horário: 19h

Local: Cine Brasília

Entrada gratuita

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