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Iniciativa reúne filmes e dados sobre o cinema negro no Brasil

Brasília recebe o lançamento da Cinemateca Negra, levantamento de 1.104 filmes dirigidos por pessoas negras entre 1949 e 2022, com 83% a partir de 2010

Exibição de filme e debate com pesquisadoras e realizadoras marcaram lançamento de Cinemateca Negra, nesta 5ª, no Cine Brasília
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  • Lançamento da Cinemateca Negra ocorreu no Cine Brasília, em Brasília, na quinta-feira, 26 de março de 2026.
  • A publicação apresenta levantamento de 1.104 filmes dirigidos por pessoas negras entre 1949 e 2022, englobando curtas, médias e longas.
  • Do total, 83% foram realizados a partir de 2010.
  • A pesquisa foi realizada por oito pesquisadores entre 2023 e 2024, com dados coletados em catálogos de festivais, mostras, arquivos digitais e contato direto com realizadores e descendentes.
  • Prefácio assinado pela ministra da Cultura, Margareth Menezes; o projeto começou em 2018 com Heitor Augusto e ganhou escala nacional sob a coordenação de Fernanda Lomba desde 2019.

O Cine Brasília, em Brasília, sediou o lançamento da publicação Cinemateca Negra na quinta-feira, 26 de março de 2026. A iniciativa é do Instituto NICHO 54 e marca mais um passo na sistematização de dados sobre o cinema negro brasileiro.

A obra reúne um inventário de 1.104 filmes dirigidos por pessoas negras entre 1949 e 2022, incluindo curtas, médias e longas. Segundo o levantamento, 83% das obras foram realizadas a partir de 2010.

A diretora executiva do NICHO 54, Fernanda Lomba, explicou que a publicação nasce de vivências no setor audiovisual e de um movimento de articulação coletiva para promover suporte a profissionais negros. Ela destacou a importância de estruturas de decisão e de redes de apoio desde 2019, quando passou a integrar a direção.

A pesquisa que embasa Cinemateca Negra envolveu oito pesquisadores ao longo de mais de um ano, entre 2023 e 2024. Os dados foram coletados a partir de catálogos de festivais, mostras, cursos, arquivos digitais, publicações acadêmicas e contatos com realizadores e seus descendentes.

Para Lomba, o projeto não é apenas um registro histórico, mas um panorama consolidado que pode transformar a curadoria, ampliar repertórios e favorecer novas pesquisas e diálogos entre gerações do cinema nacional.

A iniciativa teve origem em 2018, a partir de um mapeamento de curtas-metragens conduzido pelo então coordenador Heitor Augusto. Com a entrada de Lomba em 2019, o projeto ganhou escala nacional e o mapeamento atual ganhou corpo.

O volume conta com um prefácio da ministra da Cultura, Margareth Menezes, além de análises sobre direção, codireção interracial, gênero e listas de profissionais identificados na pesquisa.

Panorama e perspectivas

O lançamento ocorreu no Cine Brasília, com exibição de filme e debate entre pesquisadoras e realizadoras. A cerimônia reforçou a ideia de que o acervo pode orientar futuras mostras temáticas e estratégias de políticas públicas para o setor.

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