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A arte da tecnologia disputa espaço em palcos novos e históricos

Nova instituição de arte em movimento em Manhattan amplia espaço para obras tecnológicas, ressaltando desafios de conservação, formatos e prazos de exibição

Ian Cheng, installation view, *BOB*, Central Pavilion, Giardini, Venice Biennale, Venice, 2019.
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  • Canyon, instituição dedicada a obras em movimento, vai abrir no outono em 200 Broome Street, na Lower East Side de Nova York, em um espaço de quarenta mil pés quadrados.
  • O espaço não terá coleção própria nem departamento curatorial fixo; funcionará como plataforma para exibir obras de Rosenkranz e demais projetos com foco em tecnologia e mediação entre doméstico e institucional.
  • A conserveção de arte em mídia e tempo é prioridade: Canyon criou o Canyon Media Arts Conservation Center, com foco em construir conhecimento técnico e facilitar intercâmbio entre instituições.
  • Casos de conservação e aquisição incluem doações como a coleção LeMaître à Musée d’Art Contemporain (Mac) de Lyon, em 2025, que destaca a evolução da arte em vídeo e sua gestão além do mercado tradicional.
  • A preservação de obras digitais avança com projetos como os master recordings de Bill Viola transferidos para o George Eastman Museum, que usa backup em fita Linear Tape-Open (LTO) para manter metadados e integridade dos arquivos.

A Canyon, instituição dedicada a vídeos, áudio, performances e outras formas de arte em movimento, abrirá neste outono na 200 Broome Street, Lower East Side, em Nova York. O espaço ocupará 40 mil pés quadrados de escritórios comerciais reformados e foi fundado por Robert Rosenkranz.

A proposta é ampliar o alcance de obras de arte baseadas em tecnologia, acompanhando a evolução de rótulos como filme experimental, videoarte, new media e arte digital. Artistas e curadores ressaltam a constante atualização de termos para descrever o que é exposto.

Canyon não terá, por ora, a coleção de Rosenkranz nem aquisição própria. O diretor Joe Thompson, ex-diretor da Mass MoCA, quer trazer ao público a sensação de hospitalidade de uma casa de shows, com prazos de curadoria mais ágeis.

A gestão pretende operar num ciclo de 18 a 24 meses, mantendo flexibilidade. Thompson destaca que museus de Nova York costumam levar anos para viabilizar mostras com mídias de grande espaço físico.

#### Conservação e conhecimento técnico

A executiva Cass Fino-Radin, vice-presidente de arte e tecnologia de Canyon, lidera a criação do Canyon Media Arts Conservation Center. O objetivo é apoiar conhecimento, processos de instalação e documentação em décadas, não temporadas.

A prioridade é estruturar recursos para laboratórios independentes, com foco em padrões de conservação, formatos digitais e sistemas de exibição. O objetivo é fortalecer a troca de informações entre museus e colecionadores.

#### Cenário de aquisição e exemplos internacionais

Em 2025, a doação de mais de 200 obras em movimento de Bill Viola ao George Eastman Museum em Rochester destacou a necessidade de preservação digital com backups em tape. O museu usa o formato Linear Tape-Open para registrar metadados e evitar vírus.

O Mac Lyon recebeu em 2025 o legado de Isabelle e Jean-Conrad Lemaître, somando 170 peças de videoarte. A diretora de coleções, Matthieu Lelièvre, afirma que o conjunto é um dos mais ricos do país e exige planejamento técnico para conservação.

A bexiga tecnológica do setor envolve debates sobre privacidade, formatos e consentimentos de artistas. A prática de digitalização já virou padrão, com artistas vendendo obras em múltiplos formatos ao longo das décadas.

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