- Vídeos feitos com Inteligência Artificial criam as “novelas de frutas” como Moranguete, Abacatudo e Bananildo, que viralizam no Instagram e TikTok.
- As narrativas curtas tratam de traição, conflitos e situações extremas do cotidiano, com estética de animação e fácil consumo.
- Especialistas dizem que o formato funciona por ser envolvente, de baixo esforço cognitivo e por manter o público preso a séries com começo, meio e fim.
- O interesse também vem da curiosidade gerada pela presença de frutas em dramas humanos e do efeito de continuidade que aumenta o tempo de tela.
- Além de marcas e influenciadores, instituições públicas exploram a tendência, enquanto surgem debates sobre responsabilidade de criadores e impacto social, especialmente entre jovens.
Nos últimos dias, conteúdos criados com inteligência artificial ganharam destaque nas redes. Chamados de novelas de frutas, personagens como Moranguete, Abacatudo e Bananildo dominam o feed do Instagram e do TikTok, com roteiros curtos e estética de animação.
As produções misturam humor e situações dramáticas do cotidiano, como traições e conflitos. A fórmula envolve enredos simples, continuidade entre vídeos e formatos de fácil compreensão, o que facilita o alcance entre usuários jovens.
A dinâmica viral é orientada por algoritmos que privilegiam retenção e serialização. Especialistas apontam que o modelo de vídeos curtos com continuidade favorece o consumo repetido e o tempo de tela, elevando a fidelização.
Gabriela Moreira, head de Marketing da Multiverso Experience, afirma que o sucesso vai além do humor. O conteúdo funciona como mini-narrativas com começo, conflito e continuação, gerando alto engajamento.
Para Mohamad Rabah, CEO da mesma empresa, o apelo está na identificação com situações do dia a dia, ainda que exageradas. Ele ressalta que violência e intriga acabam presentes em muitas narrativas brasileiras.
O fenômeno também envolve marcas, influenciadores e até instituições públicas que acompanham a tendência. Cursos online surgem para ensinar a criar conteúdos semelhantes, com a promessa de geração de renda.
O debate público se volta para os impactos sociais dessa nova forma de entretenimento. Há preocupação com o consumo por parte de jovens e com a sensação de normalização de temas sensíveis.
Especialistas defendem que o desafio não é o ritmo da transformação, mas compreender os desdobramentos. O eixo central é medir até onde a atenção gerada pode influenciar comportamentos.
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