- O curta Vitória Régia, com Alice Braga, imagina um Brasil pós-golpe de 8 de janeiro de 2023, com um regime apoiado pelos EUA que assume a Amazônia e a batiza de Amazon of America.
- A narrativa acompanha uma repórter investigativa — interpretada pela atriz — que, a partir da redação da Folha, vai à Amazônia em missão ligada à exploração americana e à devastação do território.
- Ela se aproxima de uma rede de resistência formada por povos indígenas e comunidades quilombolas, liderada por uma figura indígena central, que orienta a jornalista numa Amazônia transformada em zona estratégica global.
- O filme foi lançado no YouTube e integra a campanha A Resposta Somos Nós, associando ficção a mobilização política e ambiental para discutir soberania, recursos naturais e mudanças climáticas.
- Em outro contexto, houve um evento no Texas em que o senador Flávio Bolsonaro discutiu a relação do Brasil com terras raras e minerais críticos, tema que dialoga com os debates presentes na obra.
O curta Vitória Régia imagina um Brasil pós golpe, com a Amazonia entregue aos Estados Unidos. A protagonista é uma jornalista e repórter que acompanha a resistência de povos indígenas e comunidades quilombolas. O enredo envolve uma eleição contestada, uma resposta autoritária e a periferia da política brasileira.
Estrelado por Alice Braga, o filme foi produzido em parceria com organizações indígenas brasileiras. A narrativa acompanha a jornalista desde a redação de um jornal até a periferia da Amazônia, em uma operação que revela devastação ambiental e militarização do território. A obra já circula no YouTube.
O elenco inclui a liderança indígena interpretada por Ywyzar Tentehar, além de Marina Person, Caio Horowicz, Marat Descartes e Ayra Kopém. O projeto integra a campanha A Resposta Somos Nós, ligada a organizações como Coiab e Apib para mobilização climática.
Detalhes da produção
Dirigido por Cisma, codinome de Denis Kamioka, o curta utiliza referências de ficção científica para discutir recursos naturais e soberania. O roteiro é de Carol Pires, com participação criativa de Pedro Inoue, da Adbusters, em confluência entre cinema e ativismo.
A obra foi gravada há mais de um ano e dialoga com debates atuais sobre a proteção de territórios indígenas e extrativismo. A produção enfatiza que a luta concreta nos territórios precisa ganhar visibilidade na arena internacional.
Para integrantes da Apib, Coiab e demais organizações, Vitória Régia funciona como ferramenta de conscientização política e ambiental. O objetivo é mobilizar a sociedade e ampliar o debate sobre mudanças climáticas e Justiça ambiental.
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