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Zuenir Ventura aponta 6 frases para evitar o blasé na velhice

Documentário sobre Zuenir Ventura, aos 94, amplia a visão sobre sua influência na cultura brasileira e no jornalismo literário

O jornalista e escritor Zuenir Ventura acaba de ganhar um documentário sobre sua trajetória
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  • Zuenir Ventura, aos 94 anos, ganhará um documentário sobre sua vida, intitulado Mestre Zu, com estreia prevista para o segundo semestre.
  • O filme foi exibido em São Paulo na quinta-feira, 16, com uma sessão adicional nesta sexta-feira, 17, durante o festival É Tudo Verdade.
  • A produção celebra a atuação do jornalista como uma das vozes mais lúcidas na interpretação do Brasil, indo além da obra literária.
  • Entre os livros de Ventura destacados estão Cidade Partida, 1968: O Ano que Não Terminou e Chico Mendes – Crime e Castigo.
  • O material reúne frases marcantes do autor sobre temas como velhice, jornalismo, inveja e medo.

Aos 94 anos, Zuenir Ventura ganha um documentário sobre sua vida. Intitulado Mestre Zu, o filme tem estreia prevista para o segundo semestre e foi apresentado em São Paulo na quinta-feira, 16, com uma segunda sessão marcada para sexta, 17, durante o festival É Tudo Verdade. O relato foca no jornalista cuja atuação vai além da escrita e se tornou uma referência na interpretação da realidade brasileira.

A produção recorta trajetória do escritor e jornalista que ajudou a moldar o debate público no Brasil. Entre as obras mais relevantes, destacam-se Cidade Partida, que examina a violência urbana no Rio de Janeiro, 1968: O Ano que Não Terminou, sobre o contexto de repressão na ditadura, e Chico Mendes – Crime e Castigo, sobre o líder ambientalista.

Frases marcantes de Ventura revelam seu estilo de pensamento. Sobre inveja, ele aponta que esse sentimento é invisível, ao passo que ódio se manifesta de forma explosiva, a gula se soma aos vícios, a avareza se acumula, a luxúria se oferece e o orgulho se exibe; apenas a inveja permanece ocultamente. Em relação ao jornalismo e à literatura, ele descreve as duas áreas como irmãs que nasceram diferentes, mas que hoje se aproximam mais. Sobre 1968, afirma que o tema ainda habita o imaginário, ora como símbolo, ora como tabu, alternando entre mito e crítica. Ao falar da velhice, lembra ter enfrentado um câncer e recomenda evitar o desperdício de tempo, ressaltando que o prazer de observar o mar é algo que passou a valorizar. Em relação ao medo, defende a necessidade de mexer nas molduras emocionais para elevar o ânimo. Por fim, sobre Chico Mendes, sustenta que sua morte teve impacto duradouro e ecoou muito além do Brasil.

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