- Liz Sarnoff, showrunner da série Scarpetta, fala sobre protagonismo feminino em dramas policiais e sua importância para a representatividade.
- Scarpetta está disponível no Prime Video desde março e tem Nicole Kidman no papel principal, ao lado de Jamie Lee Curtis e Ariana DeBose, baseado nos romances de Patricia Cornwell.
- A história acompanha Kay Scarpetta, médica legista-chefe que investiga um assassinato e é assombrada por lembranças de um caso antigo.
- Sarnoff comenta os desafios de trabalhar em Hollywood como mulher e a necessidade de as personagens femininas terem autonomia nas tramas.
- A entrevista destaca o impacto da representação feminina na tela e oferece conselhos para novas roteiristas, enfatizando a disciplina da escrita.
A showrunner Liz Sarnoff afirma a importância de protagonismo feminino nas telas, em entrevista concedida à Forbes. A série Scarpetta, disponível no Prime Video desde março, traz Nicole Kidman no papel principal ao lado de Jamie Lee Curtis e Ariana DeBose. A produção é baseada nos romances de Patricia Cornwell e acompanha a médica legista-chefe Kay Scarpetta, que investiga um assassinato e se vê assombrada por memórias de um caso antigo.
Sarnoff, criada em Hollywood e com nove indicações ao Emmy, retoma a função de showrunner após cocriar Alcatraz (2012). A executiva, responsável por sucessos como Lost, Barry e Highland, dialoga sobre os desafios enfrentados por mulheres na indústria e a necessidade de colocar protagonistas femininas em posição de comando, especialmente em dramas policiais.
Na conversa, a produtora ressalta que as narrativas com mulheres atuando de forma autônoma ajudam a quebrar o papel tradicional de apoio. Segundo ela, ver personagens liderando histórias fortalece a autoestima e mostra que as vidas femininas importam tanto quanto as masculinas nas tramas.
Sarnoff descreve ainda as dificuldades de atuar em salas majoritariamente masculinas. Em sua experiência, é comum enfrentar resistência quando a história não se alinha aos interesses de um único protagonista masculino, o que reforça a necessidade de voz constante para as protagonistas femininas.
A entrevista aborda também falas sobre representatividade, afirmando que ver personagens como Kay Scarpetta na tela pode transformar a percepção de quem assiste, inclusive para quem se identifica com a diversidade de identidades. A executiva reforça a importância de que novas roteiristas mantenham a disciplina de escrever diariamente para desenvolver a própria voz.
Conclui destacando a influência da representatividade para futuras gerações de profissionais do audiovisual. A obra de Cornwell serve como referência para explorar a liderança, a vulnerabilidade e a transformação de personagens femininas em contextos de investigação criminal. A reportagem foi publicada originalmente pela Forbes.
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