- Paul Auster faleceu em 30 de abril de 2024, aos 6h58, em casa no Brooklyn; havia sido diagnosticado com câncer de pulmão de não pequenas células em janeiro de 2023.
- Siri Hustvedt descreve meses de luto intenso, desorientação temporal, dores físicas, insônia e uso de medicamentos para dormir após a morte dele.
- A writer relata a avalanche de cartas de condolências, a necessidade de manter objetos de Paul intactos e a limpeza como forma de controlar a ansiedade.
- Trajetória familiar marcada por tragédias: morte da neta de 10 meses, Ruby, em 2021, e, meses depois, a prisão e a morte do enteado Daniel em 2022.
- Paul havia dito desejar que sua história não fosse previsível nem “uma má história”; a autora mostra a ancoragem nos objetos, nos hábitos e no desejo de manter vivos os traços dele, incluindo cartas e manuscritos.
Paul Auster morreu em 30 de abril de 2024, aos 76 anos, em sua casa em Brooklyn, após um diagnóstico de câncer de pulmão de não pequenas células feito em janeiro de 2023. O relato é feito pela esposa Siri Hustvedt, que descreve o contraste entre a vida compartilhada e a perda repentina, em uma memória em primeira pessoa publicada pela imprensa britânica.
A autora descreve o curso da doença, o impacto emocional e o rearranjo do tempo após a morte do marido. Ela menciona visitas ao hospital, exames de imagem que apontaram um possível câncer ainda em novembro de 2022, e a progressão que levou ao falecimento em casa, rodeada pela família. O texto também aborda o manejo da dor, a ansiedade e a dificuldade de processar a ausência de Paul.
Asteras de Hustvedt revelam detalhes da vida doméstica, das rotinas de escrita de Auster e das relações familiares, incluindo a filha Sophie e o enteado Daniel. O relato também aborda episódios de crise familiar vivenciados pela família, a percepção pública da perda e o peso de narrar a vida do casal sem recorrer a julgamentos.
Contexto e diagnóstico
Segundo Hustvedt, o diagnóstico foi feito após um exame de rotina e o quadro evoluiu para câncer disseminado. A escritora observa que o padrão clínico tradicional não incorporou narrativas pessoais da dupla, tema que permeia o relato.
Memórias e decisões
O texto traz lembranças de objetos pessoais de Auster, como canetas e cadernos, e a rotina dele com a máquina de escrever. Hustvedt descreve como a casa e os hábitos se tornaram símbolos da parceria que se encerra, sem oferecer conclusões ou julgamentos.
Cartas e legado
Entre os fragmentos, há referências a cartas escritas por Auster para o neto Miles, bem como ao desejo dele de que as coisas não fossem destruídas. A autora indica que não destruirá papéis, preservando um testemunho do casal e de sua família.
Este é um trecho de Ghost Stories: A Memoir, de Siri Hustvedt, publicado pela Hodder & Stoughton, com trechos divulgados pela imprensa. A guarda de fontes segue o padrão jornalístico, sem juízos de valor, mantendo o foco em informações verificáveis. Base: Guardian.
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