- A HQ francesa Alfred Hitchcock – O Mestre do Suspense ganha edição no Brasil após indicação ao Prêmio Eisner.
- A obra de Noël Simsolo e Dominique Hé mescla biografia com fantasia, reproduzindo uma conversa entre Hitchcock e Cary Grant para contar a vida do diretor.
- O livro aborda a juventude, o casamento com Alma Reville e a ascensão na direção, destacando Chantagem e Confissão (1929) como o primeiro longa sonoro britânico.
- Bastidores são apresentados, como a reclamação de Laurence Olivier sobre Joan Fontaine e a troca de Vera Miles por Kim Novak em Um Corpo Que Cai, além da frustração com o Oscar.
- Visualmente, a HQ usa preto e branco com forte contraste de luz e sombra, imitando enquadramentos cinematográficos e o estilo de Hitchcock, em 312 páginas por R$ 149.
Alfred Hitchcock ganha biografia em quadrinhos publicada na França e agora chega ao Brasil após indicação ao Eisner, prêmio referência no universo dos quadrinhos. A obra reconstitui a vida do cineasta britânico por meio de uma conversa ficcional com Cary Grant, consolidando o estilo visual da narrativa.
Os autores Noël Simsolo, com domínio do cinema, e Dominique Hé, ilustrador, unem-se para produzir a HQ Alfred Hitchcock – O Mestre do Suspense. A obra dialoga com o cânone de biografias do diretor de Psicose e Os Pássaros, mantendo tom informativo e objetivo.
Na primeira metade das 312 páginas, Hitchcock narra sua trajetória ao lado de Grant, incluindo juventude, casamento com Alma Reville e a ascensão profissional, iniciada com Chantagem e Confissão, o primeiro longa sonoro do Reino Unido.
A HQ recorre a diálogos bem construídos e a elementos de tensão. Grace Kelly surge na narrativa, ampliando a aura de sensualidade que marcou a filmografia do diretor, que afirmou ter fantasias que alimentam suas obras.
Bastidores e frustração com o Oscar
Cenas de bastidores aparecem com Rebecca, a Mulher Inesquecível, e a recusa de Vera Miles em Um Corpo Que Cai, episódio que levou à substituição por Kim Novak. A produção de Psicose também é destacada, com orçamento de US$ 800 mil e arrecadação de cerca de US$ 13 milhões.
A narrativa aponta a relação tensa entre Hitchcock e a Academia, destacando a percepção de que o terror enfrentou resistência durante o prêmio. As ilustrações em preto e branco exploram forte contraste de luz e sombra, evocando o cinema hitchcockiano.
Detalhes da edição brasileira
- Autores: Noël Simsolo e Dominique Hé
- Tradução: Mario Luiz C. Barroso
- Editora: Cyperpulp (312 págs.; R$ 149)
A obra utiliza enquadramentos que simulam planos cinematográficos, com closes e ângulos que sugerem tensão. O resultado é uma leitura que parte da história do diretor para ampliar a compreensão de seu repertório visual.
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