- Eli Nunes, natural do Maranhão, completa 34 anos em 21 de abril e hoje atua no Distrito Federal, mantendo ligação com a cidade de Brasília.
- Chegou à TV Globo em dois mil e vinte e um como pesquisador, iniciando uma trajetória que mistura documentários e ficção.
- Em dois mil e dezesseis participou da oficina de roteiro de Aguinaldo Silva; em dois mil e vinte integrou o Laboratório de Narrativas Negras.
- Em dois mil e vinte e cinco tornou-se o primeiro assistente de roteiro em telenovelas da Globo, na novela Três Graças, de Aguinaldo Silva, Virgílio Silva e Zé Dassilva.
- Sinaliza que a pesquisa informa a dramaturgia ao trazer profundidade aos personagens e que a presença de profissionais negros facilita narrativas mais autênticas.
Ele Nunes, paulista de nascimento? Na verdade, nasceu no Maranhão e atua hoje como roteirista e pesquisador na TV Globo. Em 2021 ingressou na emissora como pesquisador e, em 2025, tornou-se o primeiro assistente de roteiro em telenovelas da casa. A notícia chega a poucos meses da estreia de uma novela das 21h.
A trajetória de Eli envolve formação em publicidade e uma ligação precoce com o universo das telenovelas, iniciada ainda na infância. Morou por mais de duas décadas no Distrito Federal antes de se transferir para o Rio de Janeiro, onde consolidou uma carreira que mescla documental e ficção.
Em 2016, foi selecionado entre mais de 600 inscritos para a oficina de roteiro de Aguinaldo Silva, contribuindo na criação de sinopse e do primeiro capítulo de uma telenovela. Quatro anos depois, integrou o Laboratório de Narrativas Negras, parceria entre Flup e Globo, desenvolvendo o argumento de uma série histórica.
Além do foco na ficção, Eli destaca trabalhos como pesquisador em documentários disponibilizados no Globoplay, incluindo Vale o escrito – A guerra do Jogo do Bicho e Resistência negra (2023). Em 2025, ingressou como assistente de roteiro em Três Graças, novela de Aguinaldo Silva, Virgílio Silva e Zé Dassilva.
Formado em publicidade, ele aponta que a pesquisa ajuda na construção de personagens complexos e autênticos, evitando estereótipos. A partir da ficção, diz, é possível humanizar dados e fatos históricos, conectando o público a realidades diversas.
No eixo temático, Eli integra o Laboratório de Narrativas Negras e colaborou com Resistência negra, ressaltando o desafio de incluir olhares de quem vive as realidades retratadas desde o início dos projetos. Acredita que o amadurecimento da presença de autores negros fortalece a autenticidade das obras.
Sobre a função inédita na novela das 21h, o roteirista destaca a importância de manter a “voz” dos titulares e a responsabilidade técnica da função. A equipe de criação observa a condução de Aguinaldo Silva, Virgílio Silva e Zé Dassilva para alinhar vozes e personagens.
Para Eli, a evolução da telenovela está mais ligada à mudança de plataforma do que à essência do gênero. Ele aponta que a emoção continua no centro, e que a estrutura do folhetim permanece poderosa mesmo diante de novas formas de consumo.
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