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Robert Crumb diz que muita arte o impressiona e o envergonha

Robert Crumb, aos 82, volta ao Brasil com Tempos Modernos e mantém crítica ácida à sociedade de consumo, longe dos holofotes

Autorretrato de Robert Crumb, de dezembro de 2021 - Claire Dorn/Reprodução
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  • Robert Crumb, aos 82 anos, lança a coletânea Tempos Modernos pela editora Veneta, revisitando sua obra confessional e crítica à sociedade de consumo.
  • O artista continua recluso, não usa internet ou redes sociais, e vive na comuna de Sauve, no sul da França, desde 1991, evitando grandes eventos e muitas entrevistas.
  • Tempos Modernos reúne trabalhos de diferentes períodos, incluindo colaborações com Aline Kominsky-Crumb e Sophie, e aborda desconfiança da tecnologia, das modas e do sucesso.
  • A publicação traz ainda material da revista Weirdo e mostra o casal Crumb, com humor autodepreciativo e liberdade sexual, bem como a relação com a esposa.
  • A obra funciona como desfecho de uma biografia que chega ao Brasil pela Todavia, com tradução de Érico Assis, e em parte se sustenta em comentários já feitos por Crumb em entrevistas e trabalhos anteriores.

Robert Crumb, aos 82 anos, retorna ao Brasil com a coletânea Tempos Modernos. A obra reúne trabalhos que vão desde o underground de Zap Comix até crônicas sobre a cultura de consumo, apresentando a visão crítica do artista sobre a sociedade.

A edição, organizada pelo editor Rogério de Campos com apoio da agente Lora Fountain, chega pela Veneta. O volume inclui obras assinadas com Aline Kominsky-Crumb e Sophie Crumb, além de material originalmente publicado na revista Weirdo.

Crumb vive hoje longe das luzes da mídia, na comuna de Sauve, no sul da França. O artista não usa redes sociais e evita grandes eventos, mantendo uma relação contida com a imprensa desde a década de 1990.

Tempos Modernos: o que há no volume

A coletânea traça a evolução do traço de Crumb, do grotesco ao realismo, mantendo uma leitura crítica sobre tecnologia, moda e consumo. Há histórias com Aline Kominsky-Crumb e a filha Sophie, explorando a vida a dois e o humor autodepreciativo.

O livro também resgata trabalhos clássicos da revista Weirdo, fundada por Crumb, que marcou o underground novaiorquino. O conjunto também dialoga com temas familiares, inclusive a relação entre Crumb e Aline.

Crumb hoje: visões sobre o mundo moderno

Nos desenhos recentes, Crumb explora o pessimismo diante da sociedade contemporânea, incluindo críticas à indústria farmacêutica e à economia de lucros. O romance gráfico aborda ainda a inteligência artificial e seus impactos.

A obra não se restringe apenas ao passado; parte do material foi criado nos últimos dez anos, mantendo a estética que mescla cartum e hiperrealismo. As narrativas ressaltam uma visão de mundo cautelosa, porém contundente.

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