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The Body Builders, de Albertine Clarke, estreia com retrato de colapso mental

Debut de Albertine Clarke acompanha Ada em dissociação e colapso mental, levando-a à recuperação em narrativa clara, envolvente e precisa

Imaginative resourcefulness … Albertine Clarke.
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  • Ada, uma jovem de 26 anos e narradora da história, enfrenta dissociação e alucinações enquanto vive em Londres, incluindo uma voz na rádio que sugere uma separação dos pais.
  • Ela conhece Atticus, um escritor com sotaque americano, com quem desenvolve sentimento, mas evita intimidade quando ele volta para a Califórnia.
  • A identidade de Ada vai se desfazendo, enquanto ela tenta atividades comuns, encontra a prima e um admirador chamado Patrick, e acredita haver uma conexão entre suas memórias e Atticus.
  • Durante uma viagem a Naxos com a mãe, o comportamento de Ada se agrava; ela duvida de uma tatuagem/mancha e acredita estar sob vigilância, o que precipita o colapso mental.
  • A recuperação acontece ao confrontar a própria ilusão, perceber que Darrius não passa de uma criação e retornar a Londres, diante de escolhas entre Atticus e Patrick; o romance dialoga com The Bell Jar e Hot Milk.

Ada, narradora de 26 anos, é o foco de The Body Builders, estreia radical de Albertine Clarke. Ambientada em Londres, a obra acompanha a queda mental da protagonista, marcada por dissociação e ilusões, e seu caminho rumo à recuperação.

A história parte de Ada isolada num pool subterrâneo de seu apartamento, afastada do mundo. Ao longo do texto, surgem episódios de alucinações auditivas e visuais, e uma voz que sugere o divórcio dos pais, abrindo um vórtice interno que se estende à vida adulta.

Conforme Ada amadurece, a identidade começa a desintegrar-se. Ela cruza com Atticus, escritor de sotaque americano, que a observa de forma desconcertante. O relacionamento permanece sem intimidade, enquanto ele retorna a Califórnia.

O enredo avança com comparações a obras sobre identidade e memória, incluindo referências a Hot Milk e The Bell Jar. Em meio a dias sem rumo, Ada tenta realizar ações habituais, como encontrar a família e relacionar-se com Patrick, um jovem que a aproxima apesar da instabilidade.

Em uma viagem à ilha de Paros, com a mãe, o comportamento de Ada intensifica-se. Ela duvida de sinais no corpo, como uma pinta, e chega a cortar um sinal suspeito, diante de uma percepção de vigilância externa. O episódio marca uma virada no relato.

Após uma crise mais intensa, Ada imagina estar em uma instituição com serviço de quarto impecável e piscina. Nessa sequência, encontra Darrius, um homem polonês que afirma não ser real, o que leva Ada a confrontar a própria percepção de realidade.

De volta a Londres, a protagonista tenta reaproximação com o pai e, quando Atticus reaparece, precisa escolher entre ele e Patrick, cuja presença parece mais estável. O livro desenvolve a ideia de agência de Ada ao gerenciar seu ambiente mental.

O romance é descrito como uma leitura que mescla elementos de body horror e ficção psicológica. A crítica aponta uma linguagem clara e recursos imagéticos que fortalecem a narrativa de uma jovem talentosa autora estreante.

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