- A continuação de O Diabo Veste Prada estreia em 30 de abril, vinte anos após o filme de 2006.
- Miranda Priestly aparece com silhuetas impecáveis, mas tecidos fluidos e tons neutros; o luxo passa a ser mais sutil e arquitetônico.
- Andy Sachs retorna como editora mais experiente, com alfaiataria moderna e um guarda-roupa de marca pessoal; a narrativa valoriza thrifting.
- Emily Charlton sobe a executiva de um grupo de luxo, refletindo poder corporativo no figurino.
- O figurino é assinado por Molly Rogers, com peças de Balenciaga, Dior, Phoebe Philo, Valentino e Gabriela Hearst; o elenco inclui novos nomes e participações como Lady Gaga.
O Diabo Veste Prada 2 chega aos cinemas em 30 de abril, marcando 20 anos desde o original de 2006. A nova edição mantém o tema do luxo, mas apresenta uma visão mais contida e deliberada. A continuação acompanha mudanças no cenário da moda e na forma como o poder é exercido.
O anúncio de elenco e as primeiras imagens sugerem uma linha estética que valoriza a identidade individual. As mudanças refletem uma transição de glamour maximalista para uma linguagem de curadoria, autenticidade e propósito na apresentação visual.
Miranda Priestly: do poder imponente ao luxo contido
*2006:* Miranda era símbolo do luxo extremo, com casacos de pele, silhuetas marcadas e joias que comunicavam hierarquia. A personagem transmitia domínio por meio do excesso.
*2026:* Miranda surge com silhuetas limpas, tecidos fluidos e cortes arquitetônicos. Predominam tons cinza, vinho e off-white, mantendo a presença de comando, mas sem brilhos excessivos.
A presença continua a ser o elemento central, com casacos longos e linhas retas. O uso de preto, cinza e branco reforça neutralidade e domínio. A maquiagem é mais contida, mantendo o olhar firme.
Andy Sachs: da transformação à autenticidade refinada
*2006:* Andy transforma seu guarda-roupa para caber no mundo da Runway, incluindo trench coats, boinas e peças icônicas da Chanel. O visual sinalizava ascensão social.
*2026:* Andy retorna como editora experiente, com estilo próprio. Foi fotografada em Nova York com vestido de linho em cores vibrantes, assinado por Gabriela Hearst, acompanhado de uma bolsa com a palavra Runway. A estética aponta para uma marca pessoal mais definida.
A alfaiataria moderna permanece, junto de detalhes em vermelho para indicar coragem. O guarda-roupa transmite uma imagem de profissional segura e com visão própria, conectada a uma narrativa de thrifting.
Emily Charlton: da assistente impecável à executiva de alto poder
*2006:* Emily era a guardiã das regras do universo Runway, com looks precisos e funcionais, atuando como escudo de estilo.
*2026:* Emily alcança posição executiva em um grupo de luxo bilionário, controlando anúncios estratégicos. O figurino reflete o patamar, com linguagem corporativa e sofisticação editorial.
Bastidores do figurino e novos nomes
A assinatura fica com Molly Rogers, assistente da figurinista original. Peças de Balenciaga, Dior, Phoebe Philo, Valentino e Gabriela Hearst integram o guarda-roupa da sequência. Cada look funciona como argumento visual.
Entre os novos integrantes do elenco, Kenneth Branagh interpreta o marido de Miranda, Patrick Brammall atua como novo interesse amoroso de Andy e Simone Ashley aparece em papel ainda não revelado. Lucy Liu, Justin Theroux, B.J. Novak, Pauline Chalamet, Rachel Bloom, Helen J. Shen e Conrad Ricamora também integram o cast. Lady Gaga participa em uma apresentação de desfile; Donatella Versace faz participação especial durante as gravações em Milão.
Contexto temático
Dois décadas depois, o cenário é distinto: Miranda tenta manter relevância diante do declínio das publicações impressas, enquanto negocia com a ex‑assistente que agora detém poder estratégico. O luxo passa a ser definido pela curadoria e pela identidade, não apenas pelo logotipo.
Mais do que uma sequência, o filme traduz tendências atuais da moda: estilo como narrativa e luxo com propósito na forma de vestir.
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