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HQ retrata autismo como fábula cotidiana e contemporânea

HQ de Ing Lee usa a fábula para mostrar o autismo do irmão e a transformação da família, destacando expressão, rotinas e inclusão

Na HQ 'João Pé de Feijão', quadrinista fala sobre a primeira palavra dita pelo irmão autista
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  • A graphic novel “João Pé de Feijão”, da VR Editora, narra a história de João, irmão autista da quadrinista Ing Lee.
  • João foi diagnosticado com transtorno do espectro autista aos dois anos e disse a primeira palavra, “urso”, aos cinco.
  • A obra explica características do autismo, como estereotipias ou “stims”, com apoio de revisão crítica de alguém do espectro.
  • Lee usa a fábula para mostrar a transformação da família e que João cresce e surpreende a cada dia, mantendo-o como herói em constante mudança.
  • A autora também fala sobre a própria experiência como irmã de alguém com deficiência e sobre a surdez, diagnosticada aos quinze anos; João tem 13 anos e se comunica por desenhos e mensagens.

A HQ Joao Pé de Feijão, publicada pela VR Editora, apresenta a história de João, um garoto autista, irmão mais novo da quadrinista Ing Lee, autora da obra. A publicação chegou recentemente aos leitores.

João recebeu o diagnóstico do transtorno do espectro autista aos 2 anos. A primeira palavra veio aos 5, durante um passeio pelo shopping, quando disse ursa. A narrativa utiliza o formato de quadrinhos para explicar características do TEA.

A autora afirma que João é agitado e exibe estereotipias motoras, como o flapping. Segundo ela, tais movimentos ajudam o sujeito a expressar-se ou a acalmar-se, e podem ser benéficos para quem os pratica.

Para transmitir termos técnicos com sensibilidade, Lee contou com revisão crítica de uma pessoa no espectro. A HQ recorre a elementos da fábula Joao e o Pé de Feijão para falar das conquistas diárias e da transformação da família.

Sobre a obra

Na narrativa, o protagonista João é apresentado como um herói em constante mudança, com progressos que surgem ao longo da história. A obra também questiona o que é necessário para que ele tenha espaço para crescer.

Além de retratar o irmão, a autora descreve a própria vivência como irmã atípica, incluindo a descoberta de sua surdez aos 15 anos. A relação entre as duas ganhou novos contornos por meio das imagens e mensagens.

João, que gosta de desenhar, usa seus desenhos para comunicar-se com a irmã, que morou de Belo Horizonte para São Paulo. Ele envia imagens e prints de mapas, reforçando a ideia de comunicação não verbal.

A publicação encerra com uma reflexão sobre o futuro que a dupla poderá construir juntos. A autora sinaliza a possibilidade de ampliar a experiência de João com grafite para comemorar seu aniversário de 14 anos.

Nota adicional: para o aniversário de João, Ing Lee planeja oferecer uma atividade de grafite na cidade de Belo Horizonte, aberta a interessados engajados.

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