- Marcelo Rubens Paiva nasceu em São Paulo em 1º de maio de 1959 e ficou conhecido como escritor, jornalista e roteirista, famoso por “Ainda Estou Aqui”.
- Seu pai, Rubens Paiva, foi deputado cassado e desapareceu durante a ditadura militar; a família enfrentou prisões e violência estatal no início dos anos setenta.
- Em 1979, Marcelo ficou tetraplégico após um acidente de mergulho, o que influenciou sua obra autobiográfica, incluindo “Feliz Ano Velho”.
- Em 2015 foi lançado o livro “Ainda Estou Aqui”, que retrata a trajetória da família Paiva e a luta de Eunice Paiva pela verdade, recebendo o Prêmio Jabuti.
- Em 2024, a obra ganhou versão cinematográfica dirigida por Walter Salles, com estreia no Festival de Veneza e reconhecimento internacional, incluindo indicação ao Oscar e recebimento de prêmios.
Marcelo Rubens Paiva nasceu em 1º de maio de 1959, em São Paulo. É escritor, jornalista, dramaturgo e roteirista, conhecido principalmente por Ainda Estou Aqui. Filho do ex-deputado Rubens Paiva, morto pela ditadura, recebeu prêmios como Jabuti, Shell, Moinho Santista e a medalha da Academia Brasileira de Letras.
Sua obra circunda memórias, política e relatos autobiográficos. Entre os títulos marcantes estão Feliz Ano Velho, Blecaute, Malu de Bicicleta e Meninos em Fúria. Além da literatura, atuou como jornalista, cronista e colaborou com teatro, cinema e televisão.
Em 1971, homens armados que se identificaram como da Aeronáutica prenderam Rubens Paiva no Rio de Janeiro e o levaram a instalações militares, somando-se a Eunice Paiva e à filha Eliana. O ex-deputado foi torturado e nunca mais foi visto; o caso ficou entre os episódios mais divulgados da repressão.
A família passou por novo trauma em 1979, quando Marcelo, aos 20 anos, sofreu um acidente durante mergulho, que o deixou tetraplégico. A recuperação inspirou o livro Feliz Ano Velho, lançado em 1982, que virou sucesso editorial e peça de teatro.
A trajetória de Ainda Estou Aqui
Em 2015, Marcelo publicou Ainda Estou Aqui, centrado na vida de Eunice Paiva e no desaparecimento do marido. O livro retrata a violência sofrida pela família e a dedicação de Eunice na busca por verdade, paralelamente à progressão do Alzheimer que afeta a mãe.
O romance recebeu o Prêmio Jabuti em 2015 e consolidou-se como uma das obras-chave sobre a Ditadura Militar no Brasil. Em 2024, ganhou adaptação para o cinema, intitulada Ainda Estou Aqui, dirigida por Walter Salles, com Fernanda Torres no papel de Eunice e Selton Mello como Rubens. A atriz mais velha foi interpretada por Fernanda Montenegro.
Reconhecimento internacional
O filme estreou em Veneza em 1º de setembro de 2024, recebendo aplausos por dez minutos seguidos. Internacionalmente, o título ganhou elogios da crítica e participou de temporadas de premiações nos EUA. A atuação de Fernanda Torres foi amplamente elogiada, gerando o prêmio de Melhor Atriz em Filme de Drama no Globo de Ouro.
No Oscar, a produção brasileira foi premiada como Melhor Filme Internacional, marco histórico para o cinema nacional. Fernanda Torres recebeu indicação ao Oscar de Melhor Atriz, tornando-se a segunda brasileira indicada na categoria, após Fernanda Montenegro pela Central do Brasil em 1999.
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