- Felipe Drummond, diretor de dublagem de 39 anos, dubla Heathcliff no filme Morro dos Ventos Uivantes, que chegou ao streaming em 1º de maio.
- Ele é neto de Orlando Drummond, o eterno Seu Peru, inspirando a família a seguir a carreira de dublagem.
- O projeto é estruturado pelo MGE Studios, criado com os irmãos Alexandre e Eduardo, que também oferecem imersões e mentorias na área.
- O dia a dia no estúdio envolve vários papéis e horários apertados, além da importância de manter a hidratação constante para não perder a voz.
- A formação em atuação é a base da dublagem, e Felipe afirma que a interpretação humana não pode ser substituída pela inteligência artificial.
O dublador Felipe Drummond, que dirige a própria produtora, relembra a dobragem de O Morro dos Ventos Uivantes e revela como a profissão molda sua vida. O filme chega ao streaming em 1º de maio e ele assina a voz de Heathcliff, interprete de Jacob Elordi.
Felipe, aos 39 anos, herdou a carreira do avô Orlando Drummond, Ícone da dublagem brasileira que deu voz ao Seu Peru. O neto mantém o legado em família e dirige o estúdio MGE Studios com os irmãos Alexandre e Eduardo, ampliando a atuação com mentorias.
A família já envolve as filhas de nove e quatro anos no universo da dublagem, além da esposa. O estúdio nasceu para oferecer imersões e orientação a quem quer ingressar ou atuar no mercado de dublagem.
Sobre a rotina, Felipe destaca que a dublagem exige explorar várias emoções em um único dia. Em horários diferentes, ele dá voz a um padre, um bandido, um extraterrestre, um pai que perde o filho e, por fim, Heathcliff no filme.
O processo costuma lidar com prazos apertados e, ocasionalmente, com contratempos de saúde. Nesses momentos, o trabalho é remarcado e há cuidado extremo com a hidratação e a voz, incluindo uso de gengibre, limão e mel.
Felipe observa que a formação é essencial, normalmente via curso de atuação para obter o registro profissional. Mesmo com avanços tecnológicos, ele afirma que a qualidade da interpretação humana continua indispensável.
Quanto ao futuro, ele comenta que a inteligência artificial pode auxiliar, mas não substitui a atuação. A equipe acredita na evolução tecnológica sem abrir mão da entrega dramática que caracteriza a dublagem brasileira.
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